Imprensa
BATE-PAPO

Desenvolvimento da mediação no Brasil é tema de palestra na CACB

O professor Adolfo Braga Neto falou sobre o tema e os desafios do método

19 de novembro de 2020 às 16:11

A mediação não nasceu com a lei, pelo contrário, a legislação trouxe perspectivas de mais conhecimento cultural do que já havia na prática. A declaração é do professor Adolfo Braga Neto (foto), que participou do Ciclo de Palestras da CACB na semana passada. “A década de 90 foi o momento dos pioneiros, entre eles a CBMAE, quando a CACB aceitou o encargo de implementar e receber recursos do Banco Mundial para desenvolver essa cultura”, destaca.

Adolfo é advogado, mestre, mediador, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Mediação e Arbitragem do Brasil (Imab) e diretor de Relações Internacionais do Conselho Nacional das Instituições de Mediação e Arbitragem (Conima) e falou sobre o Desenvolvimento da Mediação no Brasil. Segundo ele, houve uma maior penetração do tema no contexto social após a Resolução 125 do CNJ de 2010 e a constituição da lei cinco anos mais tarde.

O consultor Jurídico da CACB, Rafael Machado, mediador do bate-papo, falou sobre a importância de se perceber o quanto a mediação caminhou nos últimos anos. “No meu entender, para que a mediação assuma uma posição de mais importância no país, temos que incentivar praticas na academia, na sociedade, internamente e mostrar que é um mecanismo eficaz de resolução de qualquer conflito”, afirmou.

Para o professor, a mediação é muito adequada e sem contraindicação no contexto empresarial. “Os empresários muitas vezes não sabem como o mediador pode auxiliá-lo, e além dos aspectos jurídicos, também destaco os econômicos, o custo é muito menor. Não importa o porte da empresa, é preciso ter o método como referência”, disse.

Adolfo criticou as falhas na formação de profissionais na graduação, que, para ele, deveriam ter mais contato com o método, e não apenas na área do direito. “Todas as áreas devem estar antenadas com os profissionais da mediação, pois estamos falando de uma atividade interdisciplinar que precisa conversar com a realidade de quem optar por ela”, declarou.

Sobre o momento de pandemia, o professor acredita que as empresas devem pensar na mediação também sob a perspectiva da recuperação judicial. “Infelizmente as pessoas não pensam na prevenção”, disse. Adolfo ainda abordou os desafios do método e pediu que os profissionais da área estejam sempre abertos para o novo.

O bate-papo com Adolfo Braga Neto está disponível na íntegra neste link.

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