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Confiança do empresário cresce em agosto, mas continua abaixo da média

Mesmo com o crescimento, que é o melhor desde o fim da greve dos caminhoneiros - há pouco mais de dois meses -, a confiança do setor industrial está 0,8 ponto abaixo da média histórica (54,1)

21 de agosto de 2018 - 10:38

Foto: Isac Nóbrega_PR

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), alcançou 53,3 pontos em agosto, um crescimento de 3,1 pontos na comparação com julho. A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (20) pela CNI.

Com a variação, o indicador afastou-se da linha divisória de 50 pontos, voltando a registrar confiança do empresário. Valores acima de 50 pontos indicam confiança empresarial, enquanto índices inferiores a este apontam falta de confiança do setor na economia do país. Mesmo com o crescimento, que é o melhor desde o fim da greve dos caminhoneiros – há pouco mais de dois meses -, a confiança do setor industrial está 0,8 ponto abaixo da média histórica (54,1).

Entre os componentes do ICEI, o que mais se destacou foi o índice de condições atuais da empresa, que se aproximou dos 50 pontos. Em agosto, o índice registrou 49,5 pontos, um aumento de 3,5 em relação a julho. “Ainda é uma percepção mais pessimista àquela registrada antes da paralisação rodoviária: 51,1 em maio deste ano”, informa a CNI. Já o índice de expectativas aumentou 2,8 pontos e foi a 56,3 pontos em agosto. Em particular, o índice de expectativas da economia brasileira cresceu 3,9 pontos, para 50,9 pontos. “Com isso, volta a apontar otimismo do empresário em relação à economia brasileira como um todo, após dois meses de pessimismo”, diz a confederação.

Entre empresas de diferentes portes (pequena, média e grande), o ICEI aumentou de julho para agosto e passou a registrar valores acima de 50 pontos. Pelo levantamento, empresas de todos os portes mostraram mais otimismo ao longo do mês. No caso das grandes empresas, a confiança é maior (54,4 pontos), seguida pelas médias (53) e pequenas (51,2).

O índice também cresceu entre os diferentes segmentos industriais na passagem de julho para agosto. De acordo com a CNI, a indústria extrativa lidera a confiança do setor, chegando a 58,5 pontos, seguida pela indústria de transformação, com 53,5 pontos. Em seguida, aparece a indústria da construção, com 51,8 pontos, quase 3 pontos a mais que no mês anterior, revertendo a falta de confiança acumulada no último período.

Em todas as regiões do país, o índice de confiança da indústria é superior a 50 pontos, mas o Sudeste é o que apresenta o menor indicador: 50,6 pontos. Já as regiões Norte (54,9) e Centro-Oeste (54,7) apresentam os mais altos índices de otimismo, seguidas por Nordeste (54,4) e Sul (53,9).

De acordo com a CNI, foram pesquisadas 2.838 empresas, das quais 1.126 de pequeno porte, 1.061 de médio porte e 651 de grande porte. As informações foram coletadas de 1º a 13 de agosto.

Fonte: Agência Brasil

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