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CACB se une ao terceiro setor em prol da formação profissional de jovens brasileiros

Conheça o projeto “Geração nem-nem”, promovido pela Fundação Pitágoras, que envolve empresas, entidades empresariais e o terceiro setor

26 de setembro de 2018 - 10:23

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) foi convidada pela Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) e pela Aliança Brasileira pela Educação para atuar no projeto “Geração nem-nem: uma bomba relógio, em favor dos jovens em situação de vulnerabilidade”.

Criada pela Fundação Pitágoras, entidade do terceiro setor voltada para a educação no Brasil, a iniciativa faz parte de um grupo que contempla outras atividades com foco na primeira infância, escolas públicas, excluídos e egressos do sistema prisional.

O pré-lançamento do projeto foi realizado em Belo Horizonte (MG), em agosto. Participaram o presidente da CACB, George Pinheiro, e o coordenador executivo, Carlos Rezende. Segundo Pinheiro, o comprometimento da CACB com a melhoria da educação brasileira surge a partir da relação direta entre a promoção do empreendedorismo e a diminuição de problemas sociais: “Sabemos que a educação gera um impacto positivo na economia de um país. E o empreendedorismo, que é nosso universo, gera satisfação e traz benefícios consideráveis: estudos mostram que a cada ponto percentual de aumento no grau de empreendedorismo, há uma redução de dois pontos percentuais na pobreza do estado”.

A CACB articula, junto à Fundação Pitágoras e às demais entidades que encabeçam o projeto, uma reunião em Brasília para a apresentação de ideias ao conselho diretor.

O projeto Geração nem-nem

A presidente da Fundação Pitágoras, Helena Neiva, explica que o projeto envolve a seguinte linha:

  • A escola pública se empenha em resgatar os jovens evadidos, que abandonaram os estudos.
  • Com o jovem de volta à escola, entra o papel da Fundação Pitágoras: capacitar esses alunos oferecendo cursos gratuitos que favoreçam a permanência deles na sala de aula e que os preparem para o mercado de trabalho – cursos de nivelamento de português e matemática, projeto de vida, uso dos programas de informática, preparação para o ENEM etc.
  • As empresas, por sua vez, oferecem as vagas de trabalho direcionadas para esse público, com ênfase na posição de menor aprendiz.

Além disso, está prevista, para novembro de 2018, a entrega de um prêmio lançado pela Fundação Pitágoras, ao qual concorrem as escolas públicas parceiras em todo o Brasil. A premiação visa a estimular o desenvolvimento de boas práticas para reverter a evasão escolar. As práticas vencedoras serão compartilhadas com as demais escolas participantes.

Após o retorno ao âmbito escolar, o próximo passo para o projeto será conectar esses estudantes às empresas interessadas em contratá-los. Paralelamente, os alunos participarão de capacitações, oferecidas gratuitamente e a distância pela Fundação.

Papel dos empresários

A CACB tem ciência de seu papel na conscientização dos empresários em relação a jovens em situação de vulnerabilidade, que geralmente são menos capacitados, mas buscam oportunidades de emprego para crescer e melhorar a economia brasileira.

É esperado que a CACB, a Federaminas e a ACMinas, como entidades de representação empresarial, se comprometam a engajar empresários no desenvolvimento de atividades e na oferta de oportunidades, mostrando as vantagens de investir na formação de novos profissionais e a diferença que o cumprimento da responsabilidade social pode fazer pelo País.

Os empresários entram em ação na terceira etapa do projeto, que diz respeito à inserção dos jovens no mercado de trabalho: “O empreendedor deve ter um olhar mais cuidadoso para esse público, e não meramente para cumprir cota, ou limitar a atuação desse aprendiz a funções mecânicas como bater carimbo ou servir café. O jovem deve ter um plano de acompanhamento e aprendizado real, com um sponsor (tutor) dentro da empresa, incentivando esse crescimento. Quanto melhor for o acompanhamento, mais esse jovem terá chances de integrar o futuro o time fixo da empresa, com muito mais pertencimento e gratidão”, explica a presidente.

Sociedade

Uma das missões da Fundação Pitágoras é incentivar a introdução de pessoas em maior situação de vulnerabilidade no mundo profissional, como ex-presos e jovens que não trabalham nem estudam, ou seja, representantes da geração nem-nem. O problema, nesse último caso, é atribuído à saturação do mercado, que dificulta a busca por empregos, e à falta de qualidade do ensino público, que desestimula o ingresso em escolas e universidades.

A instituição defende que investir na capacitação de pessoas jovens e/ou vulneráveis é sinônimo de formar um maior número de profissionais, e, por consequência, aumentar a qualidade e a competitividade da mão de obra do mercado profissional brasileiro.

Supõe-se que, com a adoção dessa mentalidade, efeitos positivos se expandiriam para além do âmbito educacional e econômico: projetos como esse poderiam acarretar a diminuição da criminalidade e da violência entre os jovens de camadas mais pobres, que estão suscetíveis a entrar – ou retornar, como no caso de ex-presidiários – no mundo do crime por falta de escolaridade, planejamento familiar e oportunidades de crescimento profissional.

A proposta, que defende uma habilitação assistida como alternativa para medidas punitivas, se apresenta como parte de uma solução para diversos problemas sociais, como a carência de qualidade do ensino brasileiro, a sobrecarga do sistema prisional e a grande taxa de reincidência criminal. Além disso, ações como essas possuem um custo menor para o Estado e uma maior recompensa para a sociedade.

A união entre as entidades que encabeçam o projeto “Geração nem-nem” visa à ampliação de sua atuação nas diversas esferas, desde a iniciativa privada até o poder público. A presidente da Fundação reitera: “Cada pilar possui responsabilidades bem definidas para ajudar a reverter esse ciclo de exclusão, que prejudica toda a sociedade”.

Educação

A Fundação Pitágoras é um braço social da Kroton Educacional, maior empresa privada do mundo no ramo da educação. Sua atuação tem como foco, desde 1999, a melhoria dos níveis de aprendizagem de instituições de ensino públicas ou privadas brasileiras. O apoio se dá mediante a adoção do modelo “Sistema de Gestão Integrado” (SGI), que orquestra o fortalecimento de gestão e orientações técnicas, priorizando o atendimento a municípios com menor IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e maior limitação financeira.

A instituição já operou em 110 municípios e 1.098 escolas, envolvendo 2.975 educadores e 728.000 alunos. Os números reforçam que a intervenção faz a diferença: após 16 anos de implementação, os municípios atendidos pela Fundação Pitágoras possuem o IDEB 14% superior à média nacional.

O aumento na qualidade do ensino básico nas escolas do Brasil é uma demanda urgente. Para isso, a Aliança Brasileira pela Educação, também liga à Kroton, atua na formação de parcerias entre escolas e empresas e na troca de informações referentes à gestão dentro do ambiente escolar, contribuindo para a melhoria das escolas públicas brasileiras (municipais e estaduais).

O empreendedorismo no 3º setor

Empreender é um exemplo de transformação. O foco de quem empreende costuma ser a inovação de produtos e processos e, como consequência, o lucro. Mas nem sempre se visa ao ganho financeiro: há resultados que valem muito mais.

O termo “empreendedorismo social” é atribuído a negócios lucrativos que utilizam a atividade empresarial para promover desenvolvimento para a sociedade, ou seja, aproveitam mecanismos de mercado para buscar soluções de problemas sociais, conciliando propósito com retorno financeiro.

Já o terceiro setor, definido como o conjunto de instituições privadas sem fins lucrativos que atuam para o bem público, consegue prestar apoio social em âmbitos não alcançados pela iniciativa pública.

As organizações não governamentais, filantrópicas e instituições de caridade, que formam o terceiro setor, e o empreendedorismo social, que é o ramo da atividade empresarial que busca fomentar o bem-estar social, possuem objetivos similares por meios diferentes.

Assim, quando o empreendedorismo se empenha na luta pelo bem comum e pela cidadania, o terceiro setor ganha um grande aliado.

As ações promovidas pelo terceiro setor, como as da Fundação Pitágoras, afetam o empreendedorismo positivamente, trazendo uma série de benefícios para as empresas, além de ser um exercício de sua responsabilidade social.

Neiva reforça: “É uma troca em que todos ganham”. Para a coordenadora do projeto Geração nem-nem, ganha, em primeiro lugar, o jovem que seria descartado pela falta de oportunidade. Ganha ainda a escola pública, que irá cumprir o seu papel de forma mais profunda, melhorando seu resultado nos exames oficiais por conta da diminuição da evasão escolar. E ganha também a empresa: “Em vez de cumprir uma simples cota, o empresário irá direcionar um esforço e um recurso que já existe para uma causa social urgente, assumindo assim um papel de protagonista nessa transformação”. E ela vai além: “Por fim, ganha a sociedade, com mais segurança e menos violência”.

Fonte: Empreender

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