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CACB prestigia posse de João Martins na Presidência da CNA

Em discurso na ocasião, Michel Temer diz que voto contra a reforma da Previdência favorece 'privilegiados'. Governo corre contra o tempo para aprovar o texto na Câmara ainda em 2017

12 de dezembro de 2017 - 14:45

O presidente Michel Temer voltou a usar nesta terça-feira (12) a retórica do combate aos privilégios para defender a aprovação da reforma da Previdência. O peemedebista afirmou que os parlamentares que votarem contra a emenda constitucional que altera as regras de aposentadoria estarão votando a favor daqueles que, segundo ele, são “privilegiados”.

O discurso de combate aos privilégios é a estratégia adotada pelo governo para vencer resistências dos deputados de base de apoio de Temer, que estão indecisos ou são contrários à reforma da Previdência.

Temer fez a manifestação durante a cerimônia de posse da nova diretoria e do conselho fiscal da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. A entidade reconduziu o atual presidente, João Martins, para comandar a CNA até 2021. O presidente da CACB, George Pinheiro, prestigiou a cerimônia.

Adary Oliveira, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB); João Martins, presidente da CNA; George Pinheiro, presidente da CACB; e o empresário e economista brasileiro Wilson Andrade

Durante a fala, o presidente destacou que a reforma ataca privilégios e equipara o setor público com o privado. Ele destacou que os deputados que se posicionarem contra as mudanças, terão que justificar o voto. Segundo Temer, a única razão é querer manter privilégios do serviço público.

“Quando [o deputado] tiver que dar explicações, eu voto contra da Previdência, eu voto a favor daqueles que, no Brasil, lamento dizer, são privilegiados ou utilizam-se de certas demasias do nosso sistema. Então, a única razão para não votar é essa”, disse.

Em meio ao discurso, o presidente voltou a repetir que divulgam “mentiras” sobre o impacto da reforma previdenciária para tentar manter os atuais privilégios. Ele enfatizou, mais uma vez, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência Social não afeta os trabalhadores rurais, os idosos, os mais pobres e as pessoas com deficiências físicas.

A presença de Temer na posse da CNA, que teve ministros e parlamentares entre os convidados, entra na mobilização do governo em busca de votos. O presidente conta com o apoio de entidades e empresários no esforço para convencer os deputados.

O governo tentar viabilizar a votação da reforma para próxima semana, antes do recesso parlamentar, espécie de “férias” de deputados e senadores. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a reforma exige os votos de 308 dos 513 deputados.

Até o momento, o Planalto não tem segurança da aprovação das mudanças previdenciárias. Futuro ministro da Secretaria de Governo, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) acredita que ainda faltam cerca de 40 votos.

O próprio Temer já admitiu que, caso não seja possível votar a proposta na próxima semana, o assunto será debatido no retorno das atividades do Congresso, em fevereiro de 2018.

Fonte: G1

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