
Reunião do Conselho Deliberativo da CACB. Foto: Daniel Fagundes / Trilux
Em reunião do seu Conselho Deliberativo nesta segunda-feira (2), em Brasília, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) anunciou a criação de quatro comitês para elaborar propostas estratégicas para o setor produtivo brasileiro. Foram formados grupos relacionados à reformulação do estatuto da entidade, atuação política para 2026, agenda de atividades do G50+ e tecnologia e inovação.
Uma das primeiras atividades do Comitê de Tecnologia e Inovação será acompanhar e sugerir recomendações ao Projeto de Lei 2338/2023, em tramitação na Câmara dos Deputados, que cria o Marco Regulatório da Inteligência Artificial. A preocupação da CACB é que a proposta não seja prejudicial às micro e pequenas empresas.
“Esse comitê vai acompanhar e buscar formas de ajudar os micro e pequenos negócios em relação ao impacto da inteligência artificial. Seremos um canal de informação para esses empreendedores”, disse o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto. A Confederação preparou um documento, entregue ao colegiado, que explica os efeitos da regulamentação da IA para o pequeno empreendedor.
Camila Farani, que coordenará o comitê, explicou que a micro e pequena empresa, ou profissionais liberais, usa a inteligência artificial para ter mais produtividade, reduzir custos e ter ganho de eficiência. “Se não usar, corre o risco de ficar obsoleta nos próximos anos”.
Por isso, na avaliação dela, é necessária atenção ao Projeto de Lei em discussão, pois a proposta privilegia as grandes empresas, em especial a big tech. “Há um risco de as micro e pequenas empresas deixarem de utilizar a Inteligência Artificial pelo excesso de regularização e de normas. Além disso, podem ser extintas por falta de automação e investimentos. É preciso que o setor produtivo se mobilize”, alerta Farani.

Camila Farani, coordenadora do Comitê de Tecnologia e Inovação, fala na reunião da CACB. Foto: Daniel Fagundes / Trilux.
Em relação às atividades do G50+, grupo que reúne as principais associações comerciais do país, o comitê ficará responsável pela elaboração de agenda de encontros de integração do associativos para 2026. Sobre a atuação política, a ideia é definir estratégias para 2026 com o objetivo de que o setor empresarial tenha mais representantes no Congresso Nacional a partir de 2027.
Fortalecimento do associativismo
Na reunião do conselho deliberativo, foi proposto pelo presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues, atividades em todo Brasil pelo fortalecimento do associativismo. Já Marco Kobayashi, diretor da CACB, falou do êxito da Confederação no lançamento da Agenda Empresarial de Desenvolvimento Sustentável 2030, em Belém, no dia 19 de novembro, durante a COP 30.
Em sua apresentação, Itamar Manso, presidente da Facern, fez um balanço do Programa Empreender, realizado pela CACB em parceria com o Sebrae para melhorar a competitividade das micro e pequenas empresas. Segundo dados apresentados, 70% das empresas atendidas declararam ter aumentado a produtividade e a qualidade dos produtos e serviços ofertados. A iniciativa chegou a 15 estados e nucleou 915 empresas, com a participação de 49 associações comerciais e empresariais.
Também participaram da reunião, pela CACB, Ernesto Reck (vice-presidente), Anderson Trautman Cardoso (vice-presidente Jurídico), Carlos Rezende (superintendente), João Andrade (diretor) e Monica Monteira (assessora). Ainda estiveram presentes os presidentes André Amaral (ACPB), Arthur Avellar (Faciapes), Célio Bernardi (ACIF), Cloves Cedraz (Faceb), Felipe Mussalém (Faem), João Porto (FACC), Lourival Macedo (Faciap), Paulo Cavalcanti (ACB), Robson Carneiro (Facerj), Alessandro Lemos (ACM), Cícero Noronha (Facer) , Valdeci Machado (FaciDF), e, de forma virtual, Márcio Luís (Facieg), Rodrigo Costa (Federasul) e Elizabeth Grunvald (ACP).
*Contato para imprensa:*
E-mail: institucional@cacb.org.br
Telefone: (61) 99944-4808 / 3321-8034