Crédito: Assessoria/ACIPG
O empreendedorismo feminino tem ganhado cada vez mais espaço no ambiente empresarial. No Paraná, a presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), Giorgia Enrietti Bin Bochenek, destaca o papel do associativismo na criação de oportunidades e no desenvolvimento das mulheres empreendedoras.
A trajetória de Giorgia no empreendedorismo está ligada à sua atuação profissional e ao contato direto com o setor produtivo. Advogada, ela construiu sua carreira atendendo uma diversidade de clientes, experiência que contribuiu para ampliar sua compreensão sobre as demandas e desafios enfrentados pelos empreendedores.
“Minha trajetória começou na advocacia, área em que atuo há décadas atendendo uma diversidade de clientes. Essa experiência me deu uma visão ampla das necessidades e desafios do setor produtivo”, afirma.
Além da advocacia, Giorgia vivenciou o cotidiano do comércio ao atuar como lojista por alguns anos. A experiência contribuiu para aproximá-la da realidade enfrentada pelos empresários da região e reforçou seu trabalho no associativismo.
“Também tive a oportunidade de vivenciar o dia a dia do comércio como lojista por alguns anos, o que me aproximou ainda mais da realidade de quem empreende em Ponta Grossa”, destaca.
Para a presidente da ACIPG, a preparação constante é um dos fatores determinantes para quem deseja empreender. Ela ressalta que, em um cenário de desafios, investir em conhecimento e manter conexões profissionais faz diferença no crescimento dos negócios.
“Empreender hoje exige preparo constante. É fundamental buscar conhecimento, estar aberto a aprender sempre, cultivar uma boa rede de networking, ter visão de negócios e empatia para lidar com pessoas”, explica.
A empresária destaca que as entidades empresariais também exercem papel importante na formação e no fortalecimento dos empreendedores. “Na ACIPG, por exemplo, oferecemos capacitações, eventos e um ambiente propício para esse desenvolvimento”, acrescenta.
Apesar do avanço da presença feminina no mundo empresarial, as mulheres ainda enfrenta obstáculos específicos no ambiente de negócios. “A empreendedora tem um desafio extra: muitas vezes precisa provar diariamente sua capacidade em ambientes ainda predominantemente masculinos”, afirma.
Outro fator apontado por Giorgia é a sobrecarga provocada pela chamada dupla jornada, realidade vivida por muitas mulheres que conciliam as atividades empresariais com responsabilidades familiares.
“Grande parte acumula a dupla jornada, conciliando os negócios com a responsabilidade pela casa, pelos filhos, pelo marido. É uma sobrecarga real que exige resiliência e apoio”, ressalta.
Ao mesmo tempo, a presidente da ACIPG observa que as mulheres também levam para o ambiente empresarial características importantes para a gestão e o desenvolvimento dos negócios.
“Por outro lado, as mulheres trazem características valiosas para os negócios: sensibilidade para perceber oportunidades, visão estratégica, capacidade de adaptação e uma resiliência que impressiona”, destaca.
Para ela, essas qualidades, aliadas à dedicação, contribuem para ampliar a presença feminina em posições de liderança. “O mercado está cada vez mais aberto a lideranças das mulheres, e as oportunidades surgem para quem está preparada e conectada”, afirma.
Na avaliação de Giorgia, o cenário atual ainda apresenta desafios, mas também abre espaço para avanços importantes quando há cooperação entre as próprias empreendedoras.
“Quando as mulheres se organizam, compartilham experiências e se apoiam mutuamente, a força coletiva se multiplica”, diz.
Segundo a presidente, o associativismo tem papel fundamental nesse processo de fortalecimento. “O associativismo é um caminho poderoso para fortalecer o empreendedorismo feminino e superar as dificuldades juntas”, conclui.