Imprensa
SUSPENSÃO

Após liminar, lojistas deixam de fazer partilha do ICMS; veja o que muda

Varejistas contam que voltaram a vender para estados e mudaram preços.STF concedeu liminar que suspende novo ICMS para empresas do Simples

18 de fevereiro de 2016 às 19:32
ricardo_cruz-nacao_verde-3799_002

Ricardo Cruz, CEO da Nação Verde: suspensão facilitou o trabalho (Foto: Divulgação/Nalão Verde)

Pequenos varejistas deixaram de calcular o imposto de partilha do Imposto sobre Circulação de Mercadorias de Serviços (ICMS) entre os estados nesta quarta-feira (18), depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, na véspera (17), uma liminar que suspende a mudança no recolhimento do imposto para as empresas do Simples Nacional. A suspensão vale até o julgamento de uma ação ajuizada pela OAB.

Muitas empresas foram pegas de surpresa pela regra de partilha do ICMS entre os estados, em vigor desde o começo do ano. Pela nova regra, uma loja de São Paulo que vender vinhos nacionais pela internet para um consumidor do Piauí precisa agora dividir a arrecadação do imposto com o estado que recebe a mercadoria.

Pedidos recusados

Obrigado a dispensar pedidos de alguns estados após a nova regra, o empresário Robert Roman, dono da loja virtual Kamari, com sede no Rio de Janeiro, voltou a vender os produtos para todo o país nesta quarta-feira.

“Tivemos problemas com estados mais problemáticos, especialmente no Nordeste. Agora tudo voltou como antes”, conta o empreendedor, que vende produtos de cama, mesa e banho.

Roman tamém deixou de emitir as guias que recolhiam o imposto para o estado de destino e conta que a mudança poupou muito trabalho. 80% das vendas da loja é para outros estados, especialmente São Paulo, que responde por 40% dos pedidos online, conta. Com cerca de 20 pedidos por dia, Roman havia pensado em contratar um funcionário só para emitir os guias para cada estado e cogitava elevar os preços.

Com lojas físicas em pelo menos 10 estados, a Nação Verde, que vende produtos naturais, deixou de vender para praticamente todos os estados do Norte e Nordeste. O CEO da empresa, Ricardo Cruz, diz que pretende retomar as vendas se a decisão for mantida pelo STF. “Foi uma benção o que aconteceu [a liminar]. Voltamos a operar como antes, fracilitou muito o trabalho”.

Ao saber da liminar, a sócia da loja virtual de bolsas de couro sob encomenda Mims Bags, Sofia Hernandez, reduziu parcialmente os preços dos produtos que haviam subido para compensar o aumento da carga tributária.

“Estamos muito mais tranquilos, voltamos a trabalhar como antes voltamos a fazer divulgações para fora de São Paulo. Aumentamos o preço de alguns modelos e deixamos de dar frete gratis para diversas regiões”, conta a empresária de 26 anos.

A loja virtual, que surgiu no ano passado, tem duas sócias e um estagiário. Com 60% dos pedidos feitos em outros estados, Sofia conta que teve muitas dificuldades em emitir os guias para alguns estados, já que recebe entre 100 e 200 pedidos por mês.

Sofia pondera que ainda é cedo para comemorar, já que a decisão ainda pode ser revertida. “Estamos comemorando, mas com cautela. Não reduzimos os aumentos 100% porque tememos que possamos precisar pagar o que deixamos de recolher caso a liminar caia”, conta.

Sócio de uma empresa de assinatura de snacks, o Farofa.la, Mikael Linder considera a medida um “tiro no pé”. Ele diz que a mudança já começou a prejudicar o negócio. “Tira o foco do desenvolvimento da empresa e atendimento ao cliente e passa para resolver burocracia que não torna atividade melhor ou o mercado mais dinâmico”, diz.

Sócio de uma empresa de assinatura de snacks, o Farofa.la, Mikael Linder também prefere manter a cautela. “Estamos indo com calma, pois foi uma decisão liminar. O governo ainda pode interpor recurso. Estamos consultando nosso contador para ver o que fazer”, diz.

Em janeiro, Linder disse ao G1 que a mudança já havia começado a prejudicar o negócio. “Tira o foco do desenvolvimento da empresa e atendimento ao cliente e passa para resolver burocracia que não torna atividade melhor ou o mercado mais dinâmico”, afirmou na ocasião.

Leia Mais: G1

Últimas Notícias

CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1 CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1
NA MÍDIA 21 de agosto de 2026 às 17:27

CACB é destaque na CNN em debate sobre o fim da escala 6×1

Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB
ORIENTAÇÃO 20 de agosto de 2026 às 16:10

Reforma Tributária exige preparação imediata de entidades sem fins lucrativos, diz CACB

Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis
ELEIÇÕES 2026 19 de agosto de 2026 às 17:20

Lideranças do associativismo participam de encontro com presidenciáveis

CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment
NA MÍDIA 19 de agosto de 2026 às 11:51

CACB é destaque em reportagem da Rede Amazônica sobre split payment

Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos
ELEIÇÕES 2026 18 de agosto de 2026 às 17:28

Aos presidenciáveis, CACB apresenta reivindicações do associativismo; veja fotos

CACB participa de realização de debate com presidenciáveis CACB participa de realização de debate com presidenciáveis
AVISO DE PAUTA/ELEIÇÕES 17 de agosto de 2026 às 11:48

CACB participa de realização de debate com presidenciáveis

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel