
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, fez uma análise crítica da condução da política econômica do governo em uma entrevista exclusiva ao veículo digital Brazil Economy. Em um cenário de aparente melhora nos indicadores de emprego e consumo, ele alerta: “o país vive um crescimento fictício, sustentado por gastos públicos excessivos e pela deterioração do equilíbrio fiscal.”
Na entrevista, Cotait aponta que entre janeiro e abril deste ano, a arrecadação federal foi de R$ 1,2 trilhão, mas os gastos atingiram R$ 1,6 trilhão — um déficit de R$ 400 bilhões. Esse desequilíbrio empurra a conta para o futuro, gera desconfiança no mercado e contribui para a manutenção dos juros elevados, o que desestimula o investimento produtivo. “Precisamos cortar gastos. O Estado brasileiro arrecada muito e gasta mal. Em todas as áreas há exageros”, critica.
Alfredo defende também “uma Reforma Administrativa urgente para reduzir o tamanho do Estado e aumentar a eficiência da máquina pública”. Segundo ele, o Brasil tem um Estado inchado e desproporcional ao que a sociedade precisa, sem planejamento. O atual governo abandonou o teto de gastos e opera sem critérios claros de investimento.
Outro ponto de destaque é a necessidade de modernização das relações de trabalho. Para o dirigente, não basta comemorar a formalização de empregos sem considerar a geração real de renda e autonomia dos trabalhadores. Ele chama atenção para os dados do Ministério do Trabalho: dos cerca de 100 milhões de brasileiros economicamente ativos, apenas 37,9 milhões têm carteira assinada, enquanto 39 milhões atuam como autônomos, empreendendo por conta própria.
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