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4ª Revolução Industrial deve dar novas possibilidades às empresas brasileiras

Nesta semana, a última palestra da Academia do Associativismo da CACB em 2020 trouxe a especialista Ana Rodrigues para falar sobre o tema

18 de dezembro de 2020 - 09:49

Na última quarta-feira (17) a CACB realizou a última palestra da Academia do Associativismo em 2020. Na ocasião, Ana Rodrigues, professora, especialista em Marketing Estratégico e Gestão de Marketing de Varejo e colunista da BandNews FM Brasília, fez uma apresentação sobre a 4ª Revolução, da Indústria ao Varejo.

Ao fazer uma contextualização das maiores revoluções já vividas pela sociedade, ela deu relevância ao fato de que nenhuma revolução acontece sem a interferência direta do ser humano, porque somos nós que buscamos os processos de transformação para trazer praticidade de inovação às nossas vidas. Outra observação feita pela professora é a de estarmos na era da contradição, em que ao mesmo tempo que estamos tão velozes no aspecto tecnológico, por outro lado, ainda temos uma grande parcela da população vivendo sem condições básicas.

Segundo conta, em meados de 2010 chegamos à quarta revolução, um conceito desenvolvido pelo alemão Klaus Schwab, fruto de um projeto estratégico da Alemanha. “Mas o movimento não diz respeito a apenas sistemas e máquinas, mas também à inteligência artificial, às conexões universais, às novas descobertas, ao sequenciamento genético e à nanotecnologia”, explica.

Para ela, a revolução vai sim extinguir algumas profissões, mas também nos trará milhões de novas profissões e novos perfis profissionais, tanto na indústria quando no varejo. “Criatividade e boa gestão estão entre as habilidades esperadas dos profissionais do futuro”, diz.

Revolução nos negócios

Ana alerta para a necessidade de o ambiente dos negócios sejam cada vez mais inovadores, não só na indústria, mas também nos escritórios, nas pequenas empresas, no varejo, de rede ou não, em todo lugar. “Inovar é manter a mente aberta para trazer formas diferenciadas de trabalho, novas parcerias e estabelecer conexões”, explica, ao falar da importância de manter o foco nas pessoas, sejam cliente ou profissionais, entendendo que a ideia vai muito além da tecnologia.

A pandemia deu uma acelerada no processo, de acordo com Ana. Neste período, 78% das empresas adotaram o home office e mais de 3 bilhões de pessoas perderam o emprego em todo o mundo. O que era, então, uma tendência de futuro, da redução de empregos, funções e jornadas, se tornou aceleradamente real. Surge um varejo mais conectado, inovador, desafiador e uma indústria com agilidade produtiva, inteligência artificial e robótica.

Outro dado apresentado por ela é de que 32% das empresas brasileiras nunca tinham ouvido falar sobre o tema e só 5% se consideram muito preparadas para a revolução. Além disso, apenas 1,6% das 700 mil indústrias no Brasil já aderiram ao movimento 4.0. “É muito importante que a gente tente acompanhar a evolução dessas coisas para desenvolver o nosso melhor”, destaca.

Pós-pandemia

Nos próximos anos, segundo a professora, o consumidor estará mais consciente e disposto a economizar, comprando apenas aquilo que realmente precisa. É preciso, então, fazer investimentos em meios digitais claros e em meios de pagamento que prezem pela segurança dos dados do cliente. “Eles esperam encontrar uma boa relação de custo benefício e experiências agradáveis, além de buscarem respeito às suas necessidades, cada vez mais se utilizando de meios multidigitais”, conclui.

A palestra está disponível na íntegra no canal da CACB no YouTube. Clique aqui e assista.

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