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O MAR É PARA TODOS

CACB e oito entidades já aderiram ao Manifesto do Associativismo pelo Desenvolvimento das Cidades Costeiras por meio da Economia Azul

 Carta de Salvador em prol da Economia Azul foi formatada em reunião com representantes de estados litorâneos do G50+ presentes ao encontro da Bahia

3 de abril de 2025 às 12:18

Integrantes do Conselho G50+ de estados litorâneos reunidos para tratar da Carta de Salvador | Fotos: Divulgação/CACB

A CACB e oito entidades do sistema (Facern, Facerj, Facisc, Faciap, Cacileste, ACC, ACS e ACB) já assinaram o Manifesto do Associativismo pelo Desenvolvimento das Cidades Costeiras por meio da Economia Azul. O documento reafirma o compromisso “com o desenvolvimento sustentável e a prosperidade das comunidades costeiras do Brasil através do associativismo e do empreendedorismo, buscando construir um futuro mais justo, inclusivo e sustentável”.

No ano passado, a CACB já havia realizado um seminário sobre a Economia do Mar, em Brasília. Essa semana, na Bahia, após o primeiro Encontro Nacional de Integração do Associativismo, a Confederação e representantes de cinco federações e seis associações de sete estados litorâneos, formataram o manifesto dando mais um passo para fomentar o empreendedorismo nas cidades litorâneas.

Paulo Cavalcanti, presidente da ACB, é um dos signatários do Manifesto do Associativismo

“Salvador como a primeira capital do Brasil lança esse chamado para que todo o país olhe ara o mar como fonte e riqueza e oportunidade de desenvolvimento da autoestima e consciência cidadã”.”, explicou Paulo Cavalcanti, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB). O termo Economia Azul abrange atividades econômicas ligadas aos oceanos, mares e zonas costeiras. Vai desde setores tradicionais, como pesca e navegação, construção naval e náutica, áreas inovadoras, como biotecnologia marinha e energias renováveis, até esportes e economia da praia. “Os pequenos empreendedores também estão na chamada Economia Azul porque ela envolve até o dono do quiosque na beira do mar”, explica o 1º vice-presidente da CACB, Ernesto João Reck.

O grande diferencial da Economia Azul é o compromisso com a sustentabilidade, evitando a exploração predatória dos recursos naturais e respeitando os limites dos ecossistemas marinhos. No Rio de Janeiro, a Facerj criou a Certificação Selo Azul Cidades Costeiras que reconhece prefeituras que mantêm altos padrões de governança, preservação ambiental, desenvolvimento econômico sustentável e qualidade de vida para a população. Para Reck, boas práticas como essa podem ser multiplicadas pela rede CACB.

Ernesto Reck, 1º vice-presidente da CACB, lembra que a Economia Azul envolve também os pequenos empreendedores como os donos de quiosque e os trabalhadores do turismo

 

O Manifesto

O Manifesto destaca pontos norteadores de atuação e define diversas ações para tratar da Economia do Mar: a realização de dois seminários, um nacional e outro internacional; o compromisso de buscar inserir o Brasil no debate internacional em entidades como a International Chambers of Commerce (ICC) e o World Chambers Federation (WCC) e a identificação de fundos internacionais que possam apoiar as iniciativas.

Para o presidente da Facerj, Robson Carneiro, o documento é “uma expressão do desejo e atuação integrada das associações, federações e da CACB em prol de projetos e ações objetivas que vão transformar o Brasil em uma potência marítima sustentável global”.

Eduardo Athayde, diretor da ACB, alerta para o momento de intensa mudança que o mundo vive com a aceleração da economia digital, impulsionada pela inteligência artificial. “Entramos na era do associativismo digital que precisa de governanças inovadoras para acompanhar a velocidade dos acontecimentos e dos negócios e a CACB movimenta-se neste sentido”.

Robson Carneiro, presidente da Facerj, e Renato Regazzi, do Sebrae-RJ, em evento de Salvador

Ações

Outras ações previstas no Manifesto são a publicação do livro O Associativismo e Desenvolvimento pela Economia Azul; a criação de um espaço para debates sobre o assunto nas redes sociais da CACB e a identificação de sinergia com projetos e ações em desenvolvimento pela CACB, federações e associações comerciais das regiões das litorâneas como o AL-Invest Verde, financiado pela União Europeia.

O chefe de Gabinete da Presidência do Sebrae-RJ, Renato Regazzi, acredita que o Manifesto do Associativismo em prol da Economia Azul, é uma iniciativa singular e inovadora no país, colocando o associativismo como protagonismo dessa extraordinária agenda de desenvolvimento sustentável dos territórios marítimos brasileiros, consequentemente fomentando as micro e pequenas empresas e o empreendedorismo azul, promovendo o desenvolvimento local através do associativismo”.

 Novas adesões

 “O Brasil tem 17 estados costeiros e 279 municípios defrontantes com o mar, só no Rio Grande do Norte estão 28 que a Facern vai trabalhar esse compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade”, explicou Itamar Manso, presidente da federação do estado.

A CACB celebra o Manifesto e tem a expectativa de que novas adesões sejam realizadas. Até o fechamento desta reportagem as seguintes entidades haviam subscrito o documento:

– Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj);

– Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Norte (Facern);

– Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc);

– Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap);

– Associação Comercial da Bahia (ACB);

– Coordenadoria das Associações Comerciais e Empresariais do Leste do Paraná ( Cacileste);

– Associação Comercial do Ceará (ACC);

– Associação Comercial de Santos (ACS).

 

Confira aqui o manifesto:

Carta Salvador em prol da Economia Azul

(Manifesto do Associativismo pelo Desenvolvimento das Cidades  Costeiras por meio da Economia Azul)

Nós, representantes do associativismo brasileiro, reunidos no Encontro Nacional de Integração do Associativismo Brasileiro em Salvador, reafirmamos nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do Brasil, especialmente dos 17 estados litorâneos e das 443 prefeituras costeiras. Por meio da Economia Azul, buscamos fomentar o empreendedorismo, o associativismo e o desenvolvimento local, promovendo a sustentabilidade e a prosperidade para nossas comunidades.

O termo ‘Economia Azul’ abrange uma série de atividades econômicas ligadas aos oceanos, mares e zonas costeiras. Vai desde setores tradicionais, como pesca e navegação, construção naval e náutica, economia da praia, esportes até áreas inovadoras, como biotecnologia marinha, energias renováveis, defesa e turismo sustentável. O grande diferencial dessa abordagem é o compromisso com a sustentabilidade, evitando a exploração predatória dos recursos naturais e respeitando os limites dos ecossistemas marinhos.

1. Resolução de Desafios Comuns: Enfrentamos desafios comuns, como a gestão sustentável de recursos marinhos, a redução da poluição e a adaptação às mudanças climáticas. A coletividade na busca por soluções que beneficiem toda a cadeia produtiva da Economia Azul é essencial para unir esforços, promover a sustentabilidade e impulsionar o desenvolvimento econômico de maneira colaborativa e compartilhada.

  1. Fomento ao Associativismo e ao Empreendedorismo Azul: O empreendedorismo azul pode gerar empregos e oportunidades econômicas em comunidades costeiras e ribeirinhas, contribuindo para a diversificação econômica e para o crescimento local. Além disso, o empreendedorismo azul de forma associativa pode levar a uma maior exploração e desenvolvimento dos recursos marinhos locais, como a pesca, a aquicultura e o turismo marinho.
  2. Certificação das Cidades Costeiras: Estuda-se a adoção de uma certificação das cidades que promovem a Economia Azul por meio de critérios que abrangem desde a governança e gestão costeira até a preservação de ecossistemas e a promoção do empreendedorismo azul e dos setores de utilizam o mar e as águas como recurso ou meio.
  3. Temas Propostos no Encontro Nacional: Durante reunião temática sobre o tema da Economia Azul no Encontro Nacional de Integração do Associativismo Brasileiro em Salvador, em março de 2025, foram consensuados e propostos diversos temas e ações, contemplando, porém, não se limitando, a:
  • Realização de um Seminário Nacional da Economia do Mar Sustentável
  • Realização de um Seminário Internacional Economia do Mar Cidades Costeiras
  • Publicação do livro “O Associativismo e Desenvolvimento pela Economia Azul”. O associativismo como instrumento de fomento a literacia oceânica no Brasil.
  • Inserção do Brasil no debate internacional em assuntos vinculados à Economia Azul em entidades como o ICC – Internacional Chambers of Commerce e WCC – World Chambers Federation.
  • Identificação de entidades e fundos internacionais que possam apoiar as iniciativas.
  • Criação de um espaço para debates do assunto nas redes sociais da CACB.
  • Identificação de sinergia com projetos e ações em desenvolvimento pela CACB, Federações e Associações Comerciais das regiões das litorâneas como o AL-Invest Verde, financiado pela União Europeia.
  1. Compromisso com a Sustentabilidade A Economia Azul promove a utilização dos recursos marítimos de forma sustentável, integrando a economia, o desenvolvimento social e a preservação do meio ambiente. Esta abordagem evita a exploração predatória dos recursos naturais e respeita os limites dos ecossistemas marinhos.

“Carta Salvador em prol da Economia Azul” é um manifesto de nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável  e a prosperidade das comunidades costeiras do Brasil. Através do associativismo e do empreendedorismo, buscamos construir um futuro mais justo, inclusivo e sustentável para todos. Vamos juntos rumo à Economia Azul.

 

 

 

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