Imprensa
SIMPLES NACIONAL

Em relação à cesta básica, MEI perde 78% do poder de compra

Estudo da Faciap, do sistema CACB, mostra que limite de enquadramento precisaria subir de R$ 81 mil para R$144 mil

16 de outubro de 2025 às 13:30

Em quantidades mensais, o poder de compra do teto do MEI cai de 14 para 8 cestas básicas de 2018 a 2025. Fonte: Banco de Imagem Canva

Em 2025, o limite para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI), em relação ao preço da cesta básica, é 78% menor do que em 2018, último ano de reajuste na tabela de permanência neste regime tributário. Com o valor anual do teto do MEI, que permanece em R$ 81 mil, se comprava 171 cestas básicas há sete anos. Atualmente, se adquiri 96.

Em quantidades mensais, o poder de compra do MEI cai de 14 para 8 cestas básicas no período. Os dados foram tabulados pela Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), que faz parte do Sistema da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), e apresentados na última terça-feira (14) em seminário na Câmara dos Deputados.

Para o autor do estudo, o diretor de Tributários da Faciap, William Madruga, os números mostram que o reajuste na tabela do MEI, que é uma das modalidades do Simples Nacional, precisa ser uma política de Estado e ter sua atualização anualmente. “Os empresários estão sofrendo muito com essa defasagem. Precisam de fôlego para respirar e o aumento do limite é uma maneira para que consigam sustentar suas empresas”, enfatizou.

Para chegar aos dados, o estudo cruzou informações do IBGE e Dieese.  O diretor ressaltou ainda que as microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais são responsáveis por 26,5% do Produto Interno Brasileiro (PIB) e seis de cada dez novas contratações em 2025. Além do MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte também estão no regime do Simples Nacional.

Já a apresentação do vice-presidente do Conselho Superior da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiesp, Pierre Tamer, reforçou os aspectos vinculados aos mitos a respeito do Simples Nacional. Ele ressaltou que o regime tributário não é uma exceção, mas responde à constituição que autoriza instituir regimes diferenciados e simplificados para micro e pequenos empreendimentos.

“O Brasil também não tem muito gasto tributário com o Simples Nacional”, afirmou ele sobre outro mito em relação ao regime. De acordo com estudo a Fiesp, essas despesas representam 1,2% do PIB, enquanto a média de outros 30 países que têm modelo semelhante é de 2,4% do PIB.

Além disso, segundo Tamer, a arrecadação promovida pelo Simples Nacional, que é de R$ 1,2 trilhão, é R$ 14 bilhões a mais do que os demais regimes.  “A Receita Federal não considera, na ausência do Simples, o impacto negativo na geração de emprego, formalização, conformidade tributária e sobrevivência”, argumenta.

Ele destaca ainda que a taxa anual de geração empregos dessas empresas sobe de 4,8% para 8,2% após a criação do sistema simplificado. “Ao empregar e pagar mais, o Simples contribui para um PIB e uma produção maior. Se o teto não for atualizado, os riscos são significativos: desestímulo ao crescimento, desemprego, informalidade e desenquadramento dos pequenos negócios”, adverte.

Outro participante do seminário, o advogado tributarista, Lucas Ribeiro, chamou a atenção para o fato de o Simples Nacional esteja sem transformando em uma armadilha contra o crescimento. A empresa que quer se desenvolver é punida. O Brasil não precisa tratar a pequena empresa como um privilégio, mas como uma etapa do seu ciclo de vida”, afirmou.

A CACB realiza campanha pela atualização do teto do Simples Nacional.  A Confederação defende o Projeto de Lei 108/2021, do senador Jayme Campos (União -MT). O PL foi aprovado no Senado e, na semana passada, com a mobilização, o projeto foi pautado para votação de urgência na Câmara dos Deputados, onde está em análise desde 2021.

Com o reajuste proposto, o teto anual do Microempreendedor Individual (MEI) passa de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil, da Microempresa de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil e da Empresa de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões. A CACB também pleiteia a correção anual da tabela do Simples Nacional pela inflação.

Matérias relacionadas:

Reajuste dos limites de faturamento do MEI é debatido na Câmara dos Deputados – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

Parlamentares defendem a atualização do Simples Nacional – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

Câmara pauta urgência do Simples Nacional após articulação da CACB – Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

Assessoria de Comunicação da CACB

Site:https://cacb.org.br/
E-mail: institucional@cacb.org.br
Telefone: (61) 99944-4808

Últimas Notícias

Correio Braziliense destaca criação de rede parlamentar em apoio ao empreendedorismo feminino Correio Braziliense destaca criação de rede parlamentar em apoio ao empreendedorismo feminino
NA MÍDIA 22 de outubro de 2026 às 16:10

Correio Braziliense destaca criação de rede parlamentar em apoio ao empreendedorismo feminino

Alfredo Cotait defende atualização do Simples Nacional em artigo no Poder360 Alfredo Cotait defende atualização do Simples Nacional em artigo no Poder360
NA MÍDIA 21 de outubro de 2026 às 15:03

Alfredo Cotait defende atualização do Simples Nacional em artigo no Poder360

Novo teto e perdão de dívidas do MEI passam a valer em 2027 Novo teto e perdão de dívidas do MEI passam a valer em 2027
SETOR PRODUTIVO 21 de outubro de 2026 às 14:21

Novo teto e perdão de dívidas do MEI passam a valer em 2027

CACB fortalece economia circular em Alagoas com orientação a pequenos negócios e apoio à reciclagem CACB fortalece economia circular em Alagoas com orientação a pequenos negócios e apoio à reciclagem
SUSTENTABILIDADE 20 de outubro de 2026 às 16:39

CACB fortalece economia circular em Alagoas com orientação a pequenos negócios e apoio à reciclagem

Empreendedorismo feminino deverá ganhar frente parlamentar no Congresso Nacional Empreendedorismo feminino deverá ganhar frente parlamentar no Congresso Nacional
ATUAÇÃO POLÍTICA 20 de outubro de 2026 às 15:41

Empreendedorismo feminino deverá ganhar frente parlamentar no Congresso Nacional

Promulgado pelo Congresso Nacional, fim da escala 6×1 traz preocupação ao setor produtivo Promulgado pelo Congresso Nacional, fim da escala 6×1 traz preocupação ao setor produtivo
SETOR PRODUTIVO 16 de outubro de 2026 às 15:06

Promulgado pelo Congresso Nacional, fim da escala 6×1 traz preocupação ao setor produtivo

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel