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Tá na Mesa: “Precisamos nos tornar um agente da reforma da Previdência”, diz Joice Hasselmann

Deputada Joice Hasselmann afirmou que o país precisa falar igual sobre a reforma

29 de abril de 2019 - 10:08

Foto: Rosi Boni

Em edição especial, a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul) promoveu, na sexta-feira (26), o Tá na Mesa, com a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL/SP). Ela repetiu, em alto e bom tom, que não há plano B para a questão da reforma da Previdência e disse que a comunicação do governo deve ser única: “todos falando a mesma língua”. A mediação da reunião-almoço foi feita pela presidente da casa, Simone Leite, e pelo vice-presidente, César Leite.

“Sou uma pedinte de apoio”. Foi assim que a parlamentar, que tinha no peito o botton da campanha da Federasul pela aprovação da reforma, se definiu quanto ao tema. Com um discurso forte e claro, a líder do governo ressaltou que o tamanho do Brasil, considerado de proporções continentais, acaba por dificultar o diálogo e a mensagem que chega à população nem sempre é verdadeira. Para Hasselmann, o povo deve se ver como um influenciador. “Independente de quantos seguidores temos, dos que possuem milhões aos que detêm algumas dezenas, todos temos que ter a persuasão de influenciar a todos e constranger os nossos representantes. A reforma é a salvação e a retomada da economia”, afirmou.

Em números atuais, a reforma da Previdência, como foi enviada pelo governo ao Congresso, vai economizar, em uma década, cerca de R$ 1,26 trilhões. Como fiel escudeira da Nova Previdência, Joice disparou: “temos que ter ideia de que a reforma não é para o Bolsonaro. É para o Brasil”. Caso seja aprovada a atualização previdenciária, o fôlego pode evitar uma nova alteração nas regras das aposentadorias por, pelo menos, duas décadas. Mas fez uma observação: “a retomada da economia não vai ser do dia para a noite. A certeza que tenho é a de que mexendo nas regras, evitaremos, até 2023, o desemprego de 3 a 4 milhões de pessoas”, disse.

Fazendo um raio-x da receptividade do tema em outras regiões do País, a deputada afirmou que o sul é menos hostil, mas que o grande problema da reforma é falta de clareza sobre o tema. Uma das alternativas levantada por ela é a de reunir líderes comunitários e levar a informação, de forma didática, em comunidades, centros sociais, escolas e favelas. “O povo detendo o conhecimento e noção da situação, será capaz de eliminar que os pilantras apliquem o ‘conto do vigário’. Precisamos nos tornar agentes da Previdência”, conclamou.

Em um dos pontos altos da palestra, a parlamentar desejou que, em 2022, no bicentenário da Independência do Brasil, o País já esteja com a reforma aprovada. “Essa reforma vai reerguer o nosso País. Ela vai trazer um mar de notícias e realizações positivas para a economia. Ninguém vai nos segurar. Alcançaremos a nossa verdadeira independência econômica”, disse Joice

Sim à reforma da Previdência

Fazendo alusão à hashtag da campanha criada pela Federasul em defesa darReforma, Simone Leite ressaltou que a Federasul é contra os privilégios adquiridos de todos os poderes. E afirmou que “são as grandes corporações do funcionalismo que detêm gordos salários, os principais lobistas pela não aprovação da PEC”. Ela pediu que a sociedade tenha voz ativa e tome as rédeas do processo.

Reforma tributária

Perguntada sobre a tramitação da matéria, a parlamentar alegou que o projeto deve começar na sequência da aprovação da Nova Previdência, e será uma junção de esforços e projetos que estão na Câmara e Senado.

Deputado Zucco

A abertura do almoço contou com a presença do deputado estadual Coronel Zucco (PSL/RS), que fez duras críticas sobre a velha política e afirmou que o modelo antigo de política se esgotou. Também aproveitou o momento para falar de alguns projetos que pretende apresentar, tais como o dos colégios militares e a formação de uma frente parlamentar na defesa de crianças e no combate à pedofilia e tráfico de menores. Também defendeu que o processo de desestatização das estatais gaúchas deve absorver outras estruturas, e não apenas CEEE, CRM e Sulgás.

Fonte: Federasul

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