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Tá na Mesa: Burocratização está deixando o Brasil na “lanterninha”

A Federasul recebeu, no Tá na Mesa, os economistas Antonio da Luz, do Sistema Farsul, e Igor Morais, da Vokin Investimentos

09 de maio de 2019 - 11:06

Foto: Rosi Bonigsena

A principal causa da desigualdade social está no governo, disse o economista Igor Morais, da Vokin Investimentos, um dos participantes da reunião-almoço de quarta-feira, 08, na Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Sul (Federasul). Ele mostrou que os proventos de uma pessoa que trabalha no setor governamental são 6 vezes maiores que o salário médio do trabalhador brasileiro. Os dois convidados da Federasul apontaram o excesso de burocracia como uma das principais queixas dos empreendedores.

Eles enfatizaram a necessidade de o Brasil se submeter a inúmeras reformas, que vai da fiscal, passando por revisões de marcos regulatórios, leis, decretos e chegando a um “oásis”, que se pode chamar de economia liberal, onde não há a intromissão excessiva do Estado nas relações de consumo. “Imagina um empresário viver em um país que possui 26 legislações tributárias diferentes, um sistema monetário atrasado e ainda gasta mal aquilo que arrecada?”, disse Antônio da Luz.

Seguindo o discurso do economista-chefe da Farsul, Igor afirmou que devemos esquecer a redução de impostos, e que a tendência é a de substituição ou incorporação, para que haja uma melhora na efetiva produtividade do brasileiro. “Hoje passamos mais de 2.600 horas pagando impostos, recolhendo guias e atestando ao governo que estamos cumprindo com as nossas obrigações, sendo que o Estado brasileiro deveria agir ao contrário, fiscalizar pelas próprias mãos e ampliar a relação de confiança com o mercado. Se o contribuinte burlar, aplica-se a Lei”, afirmou.

Mediadora do debate, a presidente da Federasul, Simone Leite, perguntou a eles quais seriam as alterações ou, até mesmo, modernizações que o Brasil tanto clama, mas não é ouvido. De acordo com Morais, da Vokin, tudo no Brasil é arcaico e de uma dificuldade estratosférica. “Morei por 2 anos nos Estado Unidos. Lá se transfere dinheiro a qualquer hora, e o valor entra instantaneamente na conta do destinatário. Por que no Brasil isso não acontece?”, perguntou. Na réplica, Da Luz disse “isso é Brasil. Onde se paga tarifa de conta, clientes de uma mesma instituição financeira recebem uma transferência de valor na hora, porém de um banco diferente demora algumas horas ou até mesmo dias, e pagando”.

Outra informação trazida por Morais é a que o Brasil está na “lanterna” dos países para se investir, além de possuir uma infraestrutura logística penosa e ineficiente, acrescida de insegurança jurídica e alto custo de produção. “Somos uma das piores economias para se investir. Possuímos inúmeras taxações, burocratização do sistema bancário. O excesso do Estado é que afasta o investidor de nosso país. Isso é muito triste”, concluiu.

Para Simone Leite o diagnóstico apresentado pelos especialistas é o raio-x da situação diária do empresário. “Vamos olhar aqui, para o Rio Grande do Sul, nós temos um sistema de tributação completamente confuso onde o Fisco nem sabe o que quer. A substituição tributária é um exemplo dos erros grotescos que o governo causa nas relações de consumo e, assim, fomentando a ideia de que o Brasil e o RS não são atrativos para se investir”, desabafou.

Fonte: Federasul

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