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Reformas inserem o Brasil nos fluxos econômicos globais, diz Receita

Marcos Cintra falou durante seminário que discutiu o padrão de preços da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE)

12 de julho de 2019 - 09:36

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em palestra na Confederação Nacional da Indústria (CNI), na quinta-feira (11), o secretário especial da Receita Federal do Brasil, Marcos Cintra, disse que a aprovação da Reforma da Previdência, em primeiro turno, pela Câmara dos Deputados, significa o “destravamento” do processo de reorganização das contas públicas do país.

“O Brasil quer aproveitar o momento para aprovar reformas fundamentais, que vão inserir o país nos fluxos econômicos globais”, disse.

Marcos Cintra falou durante seminário que discutiu o padrão de preços da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE). A organização internacional é composta por 34 países e tem como objetivo promover políticas que visem o desenvolvimento econômico em todo o mundo.

Brasil

No final da palestra, Cintra comentou o interesse do Brasil em ingressar como membro efetivo da OCDE e, dessa forma, usufruir de inúmeros benefícios decorrentes de financiamentos a custos mais baixos e ter acesso a mais investimentos . “Estou muito otimista com essa perspectiva”, disse ele. Para que o Brasil integre a instituição, segundo ele, é preciso esperar que as regras de ingresso sejam cumpridas.

“Existem alguns países que estão à frente do Brasil. A Argentina vai iniciar o processo. Em seguida, Brasil ou Bulgária. Acho que até o final deste ano iniciaremos formalmente o processo de ingresso na OCDE”, afirmou Marcos Cintra.

Convergência

O gerente de políticas fiscal e tributária da CNI, Mário Sérgio Carraro, disse que o pedido do governo brasileiro para ingressar na OCDE “demonstra o firme compromisso de não apenas fazer reformas, mas de promovê-las em consonância com o que há de mais moderno nos países desenvolvidos”.

Ao ressaltar que o Brasil tem as condições necessárias para aderir à organização, Carraro afirmou que o país, entre todos os candidatos, é o que tem o maior grau de convergência com a instituição. “O Brasil é o país que aderiu ao maior número de instrumentos legais da OCDE: 77, o que representa 31% de um universo de 252”.

Fonte: Agência Brasil

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