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PROGRAMA

Receita deve distribuir dinheiro para empresas do Simples, diz Paulo Guedes

Medida beneficia quem fechou as portas. Ideia é pagar 30% do faturamento mensal

6 de maio de 2020 às 09:56

Foto: Sérgio Lima/Poder360

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse ao jornal O Estado de S.Paulo que está montando com a Receita Federal um programa para distribuir dinheiro para as empresas do Simples Nacional. Segundo Guedes, se andar, a proposta beneficiará os pequenos empresários que pagam à Receita e que precisaram fechar as portas por causa da pandemia de covid-19.

A entrevista foi concedida à jornalista Sonia Racy e publicada nesta 2ª feira (4.mai.2020).

“A Receita pegou os 3,2 milhões de cadastrados e vai telefonar para cada um deles: ‘Vem cá, você é a empresa tal?’. O cara até vai ficar com medo de ser cobrado, o que é absolutamente normal, mas, na verdade, ele vai receber dinheiro. Vai poder ir ao banco da escolha dele e receber até 30% do faturamento mensal por 3 meses”, disse o ministro.

Ao jornal, Guedes voltou a dizer que a retomada da economia só virá por meio do investimento privado e que o governo precisará de “grande solidariedade” frente à pandemia da covid-19.

Eis o que o ministro disse ao Estadão a respeito de outros tópicos:

  • microcrédito para pequenos empresários – “será para empresas com faturamento até R$ 360 mil por ano, vai ser um fundo de mais ou menos de R$ 16 bilhões. Os elegíveis nessa faixa são, aproximadamente, 3,2 milhões de empresas”;
  • auxílio emergencial – “temos de nos ajudar. Não é possível que um brasileiro, uma brasileira não tenha como pegar os R$ 600 que estão a sua espera porque ninguém se dá o trabalho de ajudar […] nossa capilaridade é muito profunda, a Caixa tem 26 mil agências no Brasil inteiro, cada cidadezinha tem uma Caixa. Ou seja, se a pessoa for à agência, acaba conseguindo pegar o dinheiro. Mas ela precisa saber que o dinheiro está lá, à disposição”;
  • Fopas (Folha de Pagamento de Salário) – segundo o ministro, o programa de suplementação salarial “funcionará por 3 meses e servirá para empresários que não demitirem funcionários e que tiverem empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Este fundo terá R$ 40 bilhões, sendo R$ 34 bilhões do governo e R$ 6 bilhões dos bancos”;
  • FGI (Fundo de Garantia de Investimentos) – “nós ainda estamos estudando, não chegamos à definição do tamanho. Mas ele vai garantir até 20% das perdas das empresas [com faturamento anual acima de R$ 10 milhões] durante a crise. E depois a quarta camada, que é a mais alta e também a mais complexa, as grandes empresas e os setores críticos”. De acordo com o ministro, esse plano será feito com a ajuda do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico).

Fonte: Poder 360

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