Imprensa
Indicadores

Produção industrial despenca 18,8% em abril com impacto do coronavírus, menos que o esperado

Dado reflete mês inteiro de isolamento social; apesar da baixa menor que a esperada, ela foi a mais acentuada desde o início da série histórica, em 2002

3 de junho de 2020 às 10:12

Foto: Agência Brasil/Arquivo

A produção industrial brasileira despencou 18,8% em abril na comparação com março, mostrou nesta quarta-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), queda mais acentuada desde o início da série histórica, em 2002. Esse é o segundo mês seguido de queda na produção, acumulando nesse período perda de 26,1%. No mês anterior, a atividade da indústria já havia registrado uma contração de 9,1%.

Apesar da forte variação negativa em abril, a expectativa mediana dos economistas compilada no consenso Bloomberg era ainda pior, apontando para uma queda de 28,3% no indicador.

Já na comparação anual, a retração de abril foi de 27,2%, menos que a mediana das projeções, que era de um recuo de 36,1%. Em março, a queda da produção industrial havia sido de 3,8% sobre o mesmo mês do ano passado.

A redução da atividade industrial é reflexo da quarentena, que paralisou fábricas nos principais centros produtores do País. É o primeiro dado a refletir um mês inteiro de isolamento social, visto que março teve apenas pouco menos da metade do mês com quarentena.

A indústria acumulou redução de 8,2% no ano. No acumulado em 12 meses, a indústria recuou 2,9%.

A forte queda do resultado se refletiu na expansão do número de segmentos com taxas negativas, que atingiram todas as quatro grandes categorias econômicas e 22 dos 26 ramos pesquisados, evidenciando o aprofundamento das paralisações em diversas plantas industriais, devido ao isolamento social por conta da pandemia da COVID-19. O índice de média móvel trimestral caiu 8,8% em abril de 2020 frente ao nível do mês anterior, intensificando o recuo de 2,4% verificado em março.

O recuo de 18,8% da atividade industrial na passagem de março para abril de 2020 teve perfil generalizado de queda, alcançando todas as grandes categorias econômicas e a maior parte (22) dos 26 ramos pesquisados.

Entre as atividades, a influência negativa mais relevante foi assinalada por veículos automotores, reboques e carrocerias (-88,5%), pressionada, em grande medida, pelas paralisações/interrupções da produção ocorridas em várias unidades produtivas, por conta dos efeitos causados pela pandemia da COVID-19. Com isso, esse ramo intensificou o recuo observado no mês anterior (-28,0%) e apontou a queda mais intensa desde o início da série histórica.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-18,4%), de metalurgia (-28,8%), de máquinas e equipamentos (-30,8%), de bebidas (-37,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-25,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-26,4%), de produtos de metal (-26,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-33,8%), de outros equipamentos de transporte (-76,3%), de couro, artigos para viagem e calçados (-48,8%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-37,5%), de produtos têxteis (-38,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-26,0%), de outros produtos químicos (-7,3%), de produtos diversos (-30,6%) e de móveis (-36,7%).

Por outro lado, entre os três ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por produtos alimentícios (3,3%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,6%), com ambos voltando a crescer após recuarem no mês anterior: -1,0% e -11,0%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março de 2020, bens de consumo duráveis, ao recuar 79,6%, teve a queda mais acentuada em abril de 2020, influenciada, em grande parte, pela menor fabricação de automóveis. Essa redução foi a mais intensa desde o início da série histórica e marcou o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 84,4% nesse período.

O segmento de bens de capital (-41,5%) também teve redução mais elevada do que a média nacional (-18,8%) e marcou a queda mais acentuada desde o início da série histórica.

Os setores produtores de bens intermediários (-14,8%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-12,4%) também tiveram recuo na produção, com o primeiro intensificando a queda registrada no mês anterior (-3,7%); e o segundo prosseguindo com o comportamento negativo presente desde novembro de 2019 e acumulando nesse período perda de 25,2%. Esses dois segmentos tiveram os resultados negativos mais intensos de suas séries históricas.

Fonte: InfoMoney

Últimas Notícias

Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral
NA MÍDIA 8 de outubro de 2026 às 16:44

Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo
ELEIÇÕES 2026 8 de outubro de 2026 às 15:16

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo

Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país
NA MÍDIA 7 de outubro de 2026 às 17:10

Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país

CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas
ASSOCIATIVISMO 7 de outubro de 2026 às 15:43

CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas

CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República
CARTA ABERTA 6 de outubro de 2026 às 17:20

CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República

Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições
MANIFESTO 6 de outubro de 2026 às 12:16

Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel