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Presidentes de ACEs do Acre levam anseios ao governador em busca de medidas para combater crise econômica

Presente na reunião, o presidente da CACB, George Pinheiro, pediu a flexibilização do funcionamento do comércio e a renegociação no pagamento de impostos

06 de maio de 2020 - 14:26

Gladson Cameli, governador do Acre. Foto: Divulgação

O presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Acre (Federacre), Rubenir Guerra, reuniu representantes das Associações Comerciais de todo o estado com o governador Gladson Cameli, através de videoconferência na manhã desta terça-feira, 5. Na ocasião, foi tratada a situação econômica do estado e apresentada a situação dos segmentos empresariais.

O governador iniciou falando sobre preocupação com este momento, e explicou que os próximos dez dias serão determinantes. “É uma situação preocupante que tem grandes chances de ter diferentes cenários a depender das ações que forem tomadas nesse momento”, afirma.

Os representantes das Associações Comerciais levaram vários questionamentos, entre eles, a preocupação com medidas que serão adotadas, por parte do governo, em relação a multas, juros, impostos e arrecadações. Também foi falado sobre acesso a linhas de crédito, principalmente para empresas que contraíram dívidas e não possuem capital de giro. Além disso, também foi explicitada a preocupação com comerciantes que fazem parte da tríplice fronteira e dependem dos países vizinhos (Bolívia e Peru).

“A preocupação é geral, principalmente com os pequenos comerciantes que dependem da Bolívia e estão passando por dificuldades. Eles precisam trabalhar”, explicou André Barbosa, presidente da Associação Comercial de Assis Brasil.

Cameli foi enfático, dizendo que em relação ao comércio na fronteira, os países não vão abrir. E que rumores dão conta de que, a qualquer momento, o Peru e a Bolívia podem invadir o país através do estado.

CACB

Presente na reunião virtual, o empresário acreano e presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), George Pinheiro, elogiou Cameli e disse que o mundo passa por uma situação de anormalidade e exaltou o comprometimento em salvaguardar vidas.

Pinheiro também lembrou que a economia do Acre é dependente do funcionalismo público e parabenizou Gladson por não atrasar o pagamento da folha salarial, mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus. Assim como o auxílio emergencial, do governo federal, para ajudar as famílias brasileiras e manter a economia.

O presidente da CACB afirmou estar preocupado com a situação das empresas locais. Ao governador, George Pinheiro pediu a flexibilização e renegociação no pagamento de impostos. “Espero que o Estado consiga encontrar uma solução. Acredito que o momento é de valorizar as empresas acreanas, mas se isso não acontecer, muitas irão falir”, argumentou.

Levantamento

O empresário Marcello Moura fez um levantamento e apresentou duas propostas ao governador, uma em relação ao IPVA, mediante a queda de 73%, a sugestão seria de isentar o imposto para quem fizer aquisição de novos veículos, levando em consideração as perdas recentes; a segunda, seria transferir a responsabilidade de digitalização dos processos de emplacamento para as concessionárias que possuem porte, desta forma, todo e qualquer tipo de dano seria canalizado para a própria empresa.

O procurador-geral do Estado, João Paulo Setti Aguiar, explicou que o impasse está entre preservar vidas ou priorizar o comércio, e que a decisão do decreto, de segurar o fechamento do comércio é para evitar o aumento do fluxo de pessoas nas ruas.

“A responsabilidade precisa ser dividida com municípios, pedimos a solidariedade de todos para que possamos alcançar a mínima condição de saúde para o Acre. Ao alcançar essa condição mínima, voltemos a conversar. Todos precisamos chegar a um resultado, e a decisão é pela preservação de vidas nesse momento”, disse.

Durante a reunião, o consultor empresarial e de associativismo Clovis Consoli apresentou uma pesquisa, realizada entre 27 de abril e 3 de maio, junto aos empresários do estado, representando a radiografia fiel da atual situação. Foram ouvidos empresários de 13 municípios.

A orientação final do governo foi para que comerciantes se mantenham alinhados com as prefeituras, na análise do decreto. Em relação às fronteiras, disseram não ser competência do estado e que não tem como ser resolvido no momento, pois não foi o Brasil quem fechou. Foi informado também que o estado deve retomar a economia com plano de obras que será lançado nos próximos dias.

Fonte: Simone Chalub – Acisa

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