Imprensa
DESEMPREGO

População desocupada atinge 13 milhões 763 mil pessoas em outubro

Número é recorde da série da Pnad Covid-19 mensal do IBGE

2 de dezembro de 2020 às 10:55

Foto: Arte/Uol

A população desocupada atingiu 13 milhões 763 mil pessoas em outubro, o que significa alta de 2,1%, em relação ao mês anterior e um recorde da série da Pnad Covid-19 mensal, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados nesta terça-feira (1º). O resultado representa também crescimento de 35,9% desde o início da pesquisa em maio. A taxa de desemprego subiu de 14,0% para 14,1%, o que também é a maior da série.

A força de trabalho cresceu 1,5% na comparação com setembro e alcançou 97,9 milhões em outubro. Frente a maio a elevação ficou em 3,6%. O número de pessoas fora da força de trabalho teve redução de 1,9% e somou 72,7 milhões de pessoas em outubro. Com relação ao mês de início da pesquisa a queda ficou em 3,5%.

O Amapá foi o estado onde houve a maior proporção (9,2%) de pessoas ocupadas afastadas do trabalho por causa do distanciamento social. De acordo com a pesquisa, 24 unidades da federação tiveram recuo no percentual de pessoas ocupadas afastadas do trabalho pelo mesmo motivo, em relação a setembro. Nas outras unidades da federação foi registrada estabilidade.

Entre os 4,7 milhões de trabalhadores afastados do trabalho que tinham na semana de referência, 900 mil ou 19,2% estavam sem a remuneração do trabalho. Em setembro o percentual era de 19,8%, e, segundo o IBGE, vem caindo “consistentemente ao longo da pandemia”. A Região Sul teve o menor percentual (16,3%) e a Norte, o maior (26,8%).

A diferença entre o número de horas habitualmente e efetivamente trabalhadas está diminuindo: o número médio de horas habituais foi de 40 horas por semana, contra 35,7 horas efetivas.

Remoto

Em outubro, 94,4% da população ocupada não estavam afastados do trabalho que tinham, contra 93,5% em setembro. Entre os não afastados, os que trabalhavam de forma remota representavam 9,6% ou 7,6 milhões de pessoas da população ocupada que não estava afastada. Em setembro, eles eram 10,4% ou 8,1 milhões de pessoas.

Segundo o IBGE, “esta foi a diminuição mais acentuada no quantitativo de pessoas trabalhando remotamente. Em apenas um mês, o indicador teve redução de 477 mil pessoas, similar à queda acumulada de maio a setembro (636 mil pessoas)”. A região que tinha o menor percentual de pessoas ocupadas trabalhando remotamente (4,1%) foi a Norte e o Sudeste, o maior (12,4%).

Informalidade

O número de trabalhadores informais em outubro chegou a 29 milhões de pessoas ou 34,5% do total de ocupados. O resultado também significa alta de 2,4% na quantidade de informais em relação a setembro e um aumento de 0,3 p.p. na taxa de informalidade.

Auxílio

O Norte (58,4%) e o Nordeste (56,9%), mais uma vez, foram as regiões com os maiores percentuais de domicílios que receberam auxílio emergencial. Os cinco estados com os maiores percentuais foram Amapá (68,6%); Pará (62,2%); Maranhão (61,4%), Alagoas (60,3%) e Acre (59,6%).

Testes

A pesquisa apontou também que até outubro, 25,7 milhões de pessoas ou 12,1% da população tinham feito algum teste para saber se estavam infectadas pelo coronavírus. Até setembro esse número estava em 21,9 milhões de pessoas ou 10,4% da população. Entre as pessoas que fizeram os testes, 22,4% ou 5,7 milhões tiveram resultado positivo em outubro, contra 22,1% ou 4,8 milhões em setembro.

Conforme o IBGE, praticamente não houve diferença no percentual de homens (11,8%) e de mulheres (12,4%) que fizeram algum teste. O maior percentual por grupos de idade foi entre as pessoas de 30 a 59 anos de idade (16,5%). Em nível de escolaridade, o maior percentual foi anotado entre as pessoas sem instrução ao fundamental incompleto, 6,6% e, entre aqueles com superior completo ou pós-graduação, 25,0%.

Ainda em outubro, 47,4 milhões de pessoas estavam com alguma das doenças crônicas pesquisadas. Isso corresponde a 22,4% da população. A mais frequente foi a hipertensão (13,3%). As outras foram asma ou bronquite ou enfisema (5,4%); diabetes (5,3%); depressão (2,9%); doenças do coração (2,6%) e câncer (1,0%). O percentual de pessoas com alguma das doenças crônicas que testou positivo foi de 3,5%, percentual esse que vem aumentando a cada mês da pesquisa (1,6% em julho, 2,5% em agosto e 3,0% em setembro).

Fonte: Agência Brasil

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