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Para especialista, transformação digital vai além da digitalização

Segundo Francisco Saboya, superintendente do Sebrae/PE, é preciso trabalhar a digitalização das empresas, mas também as pessoas e a cultura para gerar uma nova estratégia de negócios

26 de fevereiro de 2021 - 13:41

Seguindo a agenda semanal de discussões sobre transformação digital, a Academia do Associativismo da CACB, por meio do projeto Transformar, trouxe esta semana o superintendente do Sebrae/PE, Francisco Saboya, para dizer por que transformação digital não é digitalização.

Para Saboya, antes de falar do tema em si, é preciso destacar o desafio que une o Sebrae, a CACB, as associações comerciais e os órgãos de fomento e representação empresarial: apoiar os pequenos negócios no seu processo de inclusão na nova economia digital. “Vivemos em um mundo em que, definitivamente, as estratégias analógicas de negócios estão morrendo. Ou migramos para o novo modelo, ou vamos ver, infelizmente, como já estamos assistindo, uma erosão da base dos pequenos negócios”, aponta.

Segundo ele, o ponto principal é a conexão da empresa com o consumidor final, que já fez uma opção e, hoje, é um cliente muito mais digital e empoderado pela facilidade de acesso à informação e seu poder de escolha quanto a preços, ofertas, variedades, entre outros fatores.

O superintendente afirma que hoje 75% da população, de alguma maneira, efetuam compras que passam pela internet, mesmo que seja apenas pela pesquisa. Por outro lado, apenas 30% dos negócios físicos têm algum tipo de presença digital para fins de negócios. “Isso é mortal para o setor. É preciso conscientizá-los quanto a a esse novo mundo e da necessidade de passar do analógico para o digital, além de instrumentalizá-los para a transformação digital”, diz.

Saboya explica que a Transformação Digital nada mais é do que um processo que leva uma empresa a ter uma estratégia digital de negócios. Para ele, se o empresário encostar a barriga no balcão para esperar pelo cliente, ele está fadado ao fracasso. “Vivemos na era da inovação, e a inovação valendo é aquela que muda o comportamento dos agentes do mercado”, reitera.

O mundo dos negócios, continua ele, deixou de ter uma economia de estoques e passou a ter uma economia de fluxo, em que o principal ativo é a informação, que se alimenta do próprio consumo. As pessoas estão gerando e consumindo informações e é importante que o comércio tenha estratégia para maximizar vendas partindo deste princípio.

Ele destacou ainda a importância do uso de dados para conhecer o cliente, saber suas expectativas e o que ele está pesquisando, para traçar a melhor estratégia. “Os especialistas em mercado digital são unânimes: não se compra mais um cliente com propaganda, mas com as experiências que você propicia a ele”, afirmou.

Principais características

Processo, algo inadiável e complexidade: são estas as três características principais da transformação digital, segundo o especialista. O primeiro, porque nada do que está sendo dito se compra pronto, é um processo que, diferente do analógico, não vem com um passo a passo. É preciso acumular competências, capacidades e conhecimento para fazê-la.

É inadiável, porque o mundo dos negócios pede essa agilidade. Não temos mais tempo a perder, é preciso fazer agora. E, por fim, é complexo por envolver tecnologia, pessoas e mudança de cultura.

“Daí a importância de não apenas disponibilizar artefatos digitais ou programas de capacitação. É preciso que se disponibilize novas práticas organizacionais e novos modelos de gestão de negócios para que as pessoas possam participar efetivamente do processo, contribuindo com seu talento e capacidade criativa”, explica.

Por fim, ele faz o alerta: a transformação digital é muito mais complexa do que digitalizar, algo que tem como foco a eficiência operacional. Consiste na automação de processos relacionado a estratégias antigas. “A transformação vai além, é preciso trabalhar a digitalização, mas também as pessoas e a cultura para gerar uma nova estratégia de negócios”, finaliza.

Transformar

Durante a palestra, Gilberto Socoloski, analista técnico do Sebrae Nacional, elogiou a condução da CACB no projeto Transformar, que, segundo ele, tem causado uma grande transformação em termos de desenvolvimento local na cabeça dos líderes de associações comerciais. “Isso me deixa muito satisfeito, porque demonstra que mesmo neste período de pandemia conseguimos construir bastante coisa. Isso mostra que o projeto tem alcançado o objetivo”, declarou.

A palestra foi mediada por Ana Rodrigues, consultora do Transformar, e está disponível na íntegra, neste link.

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