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Medidas do governo vão amenizar, mas não cobrirão perdas do comércio, diz ACSP

Economista da entidade explica que dinheiro liberado a partir de quinta-feira (9) deverá ser usado com cautela pelo consumidor, principalmente para gastos em supermercados e farmácias

09 de abril de 2020 - 09:35

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, a liberação do auxílio emergencial de R$ 600 feita pelo governo para parte da população pode ajudar a reduzir os impactos econômicos provocados pela pandemia de coronavírus (Covid-19), mas não vai cobrir totalmente as perdas do comércio. Ele recomenda que este dinheiro – liberado a partir desta quinta-feira (9) – deve ser usado pela população de forma cautelosa.

“De fato acho que é uma ajuda necessária, bem-vinda e que está na direção correta, mas é difícil prever em números o que vai acontecer. O consumo deverá ser reduzido ao essencial, basicamente com supermercado e farmácia. Então, estas medidas não serão capazes de compensar as perdas de todo o comércio, mas vão ao menos amenizar a queda que vem por aí”, diz o economista.

Sobre a recuperação da economia após a crise do coronavírus, ele diz que vai depender do tempo que durar e do quão restritivo vai ser este isolamento. “Se as medidas de saúde derem certo, e esta curva de contaminação se achatar, será possível o abrandamento das medidas de isolamento. Porém, do contrário, podemos viver o que está acontecendo na Itália e aí a restrição poderá ser ainda maior. O cenário é muito incerto”, pondera.

Ainda segundo Gamboa, não é possível saber por quanto tempo os efeitos da crise poderão ser sentidos, uma vez que a pandemia não afeta apenas o Brasil, mas sim o mundo todo. “Se está difícil prever os próximos meses, o que dirá prever o ano que vem. A situação é inédita. Vai depender também de que forma vai começar a recuperação. Só aí será possível fazer uma projeção de quanto tempo vai demora para superarmos os efeitos”, conclui.

Fonte: ACSP

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