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Líderes de associações comerciais e federações participam de capacitação em transformação digital

Por meio do projeto Transformar e em parceria com o Sebrae, a Safeweb e a WebSia, a CACB ofereceu gratuitamente uma semana de cursos com abordagem em diversos temas

03 de dezembro de 2020 - 11:28

A CACB, por meio do projeto Transformar, realizou ao longo da semana passada o evento Gestão e Negócios, da Academia do Associativismo. Em parceria com o Sebrae, a Safeweb e a WebSia, foram oferecidas capacitações para líderes de associações comerciais e federações ligadas à Confederação. Em um ano de incertezas e muitas mudanças, a intenção foi aproximar os mais de cem participantes diários ao mundo da transformação digital.

O presidente da CACB, George Pinheiro, falou da importância do evento para que as entidades de classe do país enxerguem o momento que estamos vivendo. “Esperamos que após esta semana de muita troca de conhecimento, esse trabalho tenha continuidade e seja multiplicado nas nossas associações e federações”, disse.

O analista técnico da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, Gilberto Socoloski, lembrou que os pequenos negócios são a força que movimentam o motor da economia brasileira e que o associativismo dá poder a isso. “É muito boa essa oportunidade de aumentar o nível de conhecimento e habilidades dos gestores dessas entidades. A Academia do Associativismo é uma grande vitória em prol desse público”, afirmou.

“Os cursos vão engrandecer bastante a CACB e darão novas visões de mercado aos participantes. A Safeweb está muito honrada por fazer parte deste projeto”, disse Luiz Carlos Zancanella, presidente da Safeweb.

  • >> Todos os vídeos do evento estão disponíveis no canal da CACB no YouTube. Clique aqui e acesse.

Gestão da Performance

Na segunda-feira (23), dando início ao evento, o professor e administrador de empresas Clóvis Lumertz falou sobre Gestão da Performance, quando afirmou que os próximos dois anos ainda serão de crise no mercado brasileiro e que neste período, se agarrar às oportunidades será fundamental.

Como importante solução para uma gestão de alta performance, ele apontou a estratégia, que nada mais é do que um processo que busca criar vantagens competitivas coerentes. “Só vamos garantir a salvação se fizermos algo novo, que ninguém faz, garantindo a singularidade e dando vantagem competitiva à estratégia”, disse. Em seguida, destacou alguns pontos de atenção para quem deseja alcançar esse objetivo: definir quais associados devem ser priorizados, qual o caminho mais aderente, definir indicadores de performance, criar soluções, buscar maior engajamento interno, entre outros.

Gestão da Customer Experience

Na terça-feira (24), Pascale Terra Beck falou sobre Gestão da Costumer Experience, ou seja, a boa experiência do cliente. Segundo ela, a relação da entidade com seu associado ou da empresa com seu consumidor precisa da atenção a todos os pontos de contato que um tem com o outro, seja na recepção, no atendimento, na negociação, na venda em si ou no pós-venda, todos são muito importantes, além das sensações que podem fazer aquela pessoa desistir do negócio. “Prestar um serviço de excelência passa pela jornada interna. A empresa precisa que seus colaboradores se sintam respeitados, valorizados e engajados. O olhos para dentro é o primeiro passo”, disse.

Segundo a palestrante, trata-se muito mais de um mindset voltado à experiência do cliente do que à estrutura dos negócios, um desafio a todas as áreas da empresa. “É por meio da impressão que a marca deixará naquela pessoa que fará com que ela indique, ou não, sua rede ao seu circulo social e voltar a consumir com você”, completou.

Negociação Colaborativa

O terceiro dia de evento tratou daquele que, sem dúvida, é um dos temas mais demandados nas empresas de consultoria, a Negociação Colaborativa. A afirmação é de Pascale Terra Beck, que voltou a palestrar na quarta-feira (25). “Essa modalidade é quando enxergo o outro como parceiro e tenho a preocupação de não gerar conflito, mas buscar elementos de mediação em busca de um consenso que permita a manutenção da relação”, explica.

Pascale citou diversos elementos que podem influenciar as partes durante durante a negociação, como o ambiente, clima, gestos, palavras, estilo de personalidade, informação, poder, entre outros. Para ela, a base de uma conversa é a empatia, ou seja, você pode até ter toda a metodologia pronta, mas se colocar no lugar do outro será imprescindível.

“Quando olho para dentro das nossas entidades enxergo perfeitamente que o caminho certo é o do conhecimento, da capacitação e do treinamento. É assim que conseguimos desenvolver boas estratégias para alcançar nossos objetivos”, disse o presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues.

Mundo digital e seu impacto na performance

Mas de que forma o mundo digital pode impactar a performance de uma entidade? Foi sobre isso que falou Aline Roque, no quarto dia de evento. “Quando falamos de transformação digital logo pensamos em adotar tecnologia, entrar no e-commerce ou estar presente em uma rede social, mas não é nada disso. Trata-se de uma combinação de fatores, uma intersecção da mudança no comportamento das pessoas, que foi impulsionada por esses fatores. O consumidor não se contenta mais com uma experiência qualquer. O básico bem feitinho não é mais suficiente”, disse.

Ela aponta para uma mudança na lógica de fazer negócios, que hoje precisa estar ainda mais adaptada às necessidades e à rotina dos clientes. “O comportamento do consumidor digital não é mais o mesmo nem quando ele vai a uma loja física. Ele busca por conveniência, que ter mais acesso às informações e vivenciar experiências simples, rápidas e fáceis”, completou, destacando a importância de dar informação nas plataformas onde o cliente está.

Ela citou ainda a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ponto que precisa de atenção àqueles que precisam se utilizar de dados nos seus negócios, como é o caso das associações comerciais e das federações. “Nós podemos continuar usando dados e tomando decisões com base neles, mas ele agora precisa ser tratado com responsabilidade”, pontuou.

Para o presidente da Faem-MA, Hélio Araújo, o tema do curso é importante para ajudar as entidades a melhorarem seu relacionamento com associados e clientes. “A gente costuma dizer que a tecnologia vai tomar os empregos, mas eu vejo diferente. Acho que precisamos nos adaptar a ela para melhorarmos a nossa performance”, disse.

“Queremos que todos os participantes se enriqueçam com essa capacitação. Depois de um 2020 muito complicado, um momento como esse nos mostra o quanto de potencial temos para um 2021 diferente”, completou Luciano Schewe, diretor de Negócios da Safeweb.

Comportamento Antifrágil

Para encerrar uma semana de muito conhecimento, nesta sexta-feira (27), João Luiz Nunes, falou sobre Comportamento Antifrágil, que é a capacidade de não apenas sobreviver às crises, mas de também obter ganhos em cima da situação. Segundo ele, uma entidade antifrágil tem consciência do inesperado, habilidade para lidar com obstáculos, preferência pelo desafio e a capacidade de construir cenários, diagnosticar contextos e reconhecer fragilidades.

“Robustez não é o contrário de frágil. Um item robusto pode até não se quebrar quando ocorre um acidente, mas ele também não se beneficia da situação. Fazendo uma alusão ao futebol, um comportamento antifrágil é como um jogador que quanto mais canelada leva, mais forte fica para ir em direção ao gol e matar o jogo”, explicou.

Na prática, disse ainda, aquilo que é antifrágil sai fortalecido de um cenário de desconforto e incerteza, absorvendo a desordem e os obstáculos para recriar oportunidades e maximizar seus resultados.

“Estamos muito felizes com o resultado do evento, que vai de encontro a um novo momento da CACB, em que estamos buscando cada vez mais conhecimento e entrosamento entre as associações e federações. Um cenário em que todos se conversem e repitam isso com seus associados”, disse o diretor Financeiro da CACB, Jonas Alves.

“Não abrir mão do processo de aprendizagem é o que fizemos ao longo da semana e o que temos feito com o Projeto Transformar. A intenção é agregar esse conceito à vida das nossas entidades, através da Academia do Associativismo”, concluiu Eduardo Vieira, coordenador nacional do Transformar e da CBMAE.

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