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Juros mais altos previstos para linha de crédito de pequenos negócios preocupam economistas

O programa de crédito para micro e pequenas empresas terminou em dezembro e não foi renovado. O Congresso está votando uma proposta para retomar o Pronampe como uma linha de crédito permanente

11 de maio de 2021 - 10:16

Foto: Reprodução

 

Os juros mais altos previstos para a nova linha de crédito dos pequenos negócios preocupam economistas.

O programa de crédito para micro e pequenas empresas terminou em dezembro e não foi renovado. O Congresso está votando uma proposta para retomar o Pronampe como uma linha de crédito permanente. O Senado aprovou um texto, que foi modificado na Câmara, e deve ser votado novamente pelos senadores nesta terça-feira (11).

Uma das mudanças que está sendo proposta nessa nova versão do Pronampe preocupa os micro e pequenos empresários. Em 2020, os juros eram de 1,25% mais Selic, a taxa básica da economia. Agora, serão de até 6% mais Selic, o que hoje daria uma taxa máxima de 9,5% ao ano, considerada alta para quem é pequeno e está passando pelas dificuldades decorrentes da pandemia.

O presidente do Sebrae Nacional, Carlos Melles, avalia que a tendência de alta da taxa Selic vai deixar ainda mais cara a linha de crédito.

“As taxas de juros não vão atrair muito, pelo momento, a micro e pequena empresa. Foram várias variáveis que não ajudaram muito do fim do ano para cá. A pandemia agudizou, as vendas caíram. O tempo de recuperação foi passando cada vez mais. Os meses de janeiro, fevereiro, março e abril foram difíceis. O ideal mesmo é que nós ficássemos numa taxa por volta de 3% ao ano”, disse.

O secretário de Produtividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, afirma que no novo Pronampe os donos de pequenos negócios terão mais tempo para pagar o empréstimo e que os juros maiores ainda estão abaixo dos praticados pelo mercado.

“Hoje a taxa média para micro e pequenas empresas é de 35%. Quando se fala de Selic mais 6%, pode ser até menos, a concorrência bancária vai decidir isso, esse pouquinho a mais vai ser diluído porque está aumentando o prazo”.

O economista Nelson Marconi, professor da FGV, diz que o cenário é crítico e que o programa, mesmo sendo permanente, deveria prever uma taxa menor para 2021.

“Para uma situação que a economia está muito em crise, você coloca uma taxa mais baixa. Mas começar já com uma alta muito alta é dizer para as empresas: ‘Não acessem o programa’. Vai ter muito poucas empresas que vão conseguir acessar esse programa”, afirma.

Fonte: Jornal Nacional

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