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Fórum Band News TV discute reforma tributária

Durante o debate, o presidente da Facesp e da ACSP, Alfredo Cotait, defendeu a ideia de incluir os novos paradigmas da economia digital nas discussões

15 de outubro de 2019 - 15:31

O Grupo Bandeirantes realizou nesta segunda-feira (14), o Fórum Band News TV sobre reforma tributária, reunindo empresários, economistas, advogados e representantes de diversas entidades para discutir um dos principais assuntos da economia brasileira e serem discutidos nos próximos meses.

O presidente do Grupo Bandeirantes, Johnny Saad, disse na abertura que há anos o Brasil sonha com a reforma. “Esse sistema foi criado durante o regime de 64 e nós nunca mais mexemos, só fomos agregando penduricalhos. Foi um bom sistema, modernizou o Brasil, fez o País crescer, traçou reformas profundas na época, colhemos os frutos dessa reforma e depois fomos empilhando coisas e chegamos nesse estado em que estamos”, disse.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acredita que a reforma deve dominar os debates econômicos até o fim do ano. “A questão é complexa, mas o consenso aqui é de que ela é urgente e pode colocar o Brasil num trilho de prosperidade, para gerar emprego e aquecer a economia”, opinou.

Já o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS) reforçou a tese de que sem que haja uma proposta do governo federal, não é possível o avanço definitivo da reforma tributária. “As propostas que tramitam no Congresso disputam, politicamente, entre si, o protagonismo, ajudam para que o debate seja feito, mas não levarão sozinhas à solução”, declarou.

O economista Bernard Appy, mentor do texto em tramitação na Câmara dos Deputados, disse que a proposta da Casa tem muitas semelhanças com a do Senado. A ideia é unificar vários tributos e determinar um período de transição de 10 anos do atual sistema para o novo.

O presidente da CNI, Robson Andrade, defendeu o equilíbrio na cobrança de impostos. “Uma das primeiras coisas que temos de perseguir é a simplificação tributária. Simplificar completamente o pagamento dos impostos. E segundo trazer um equilíbrio maior entre os diversos setores”, apontou.

Facesp apoia Microimposto para renovação tributária

Com a perspectiva de tornar o sistema tributário brasileiro mais simples, eficaz, e sobretudo, moderno, Alfredo Cotait, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apoia a ideia de incluir os novos paradigmas da economia digital nas discussões sobre a Reforma Tributária.

O movimento iniciado pelo Grupo Brasil 200, que reúne empresários a favor de uma renovação do sistema tributário com um imposto único capaz de atingir todas as movimentações financeiras, criou o conceito do Microimposto, um imposto digital, que com uma alíquota menor, mas que contemple os novos modelos de negócios, que escapam à tributação atual. O assunto foi discutido durante o Fórum Band News.

“Já que haverá reforma, não podemos perder a oportunidade de corrigir essa assimetria entre a economia digital e a tributação. A proposta de um microimposto alcançaria os negócios oriundos da revolução tecnológica. Por que não testar?”, diz Cotait.

A proposta do Imposto Único levantada pelo Instituto Brasil 200 prevê a substituição dos tributos federais de forma gradual, PIS e Cofins, IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) e INSS Patronal.

Em resumo, a proposta do Imposto Único prevê a extinção de todos os mais de 90 tributos existentes hoje no Brasil, e a eliminação destes impostos daria lugar à tributação sobre as operações financeiras.

*Com informações do Diário do Comércio e do Terra Viva

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