
O Painel da Folha de S.Paulo repercutiu o posicionamento das associações comerciais em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN) como alternativa ao texto que prevê o fim da escala 6×1 aprovado na Câmara dos Deputados. O texto em tramitação no Senado permite a adoção de um regime mais flexível de trabalho, com remuneração baseada nas horas efetivamente trabalhadas.
A proposta recebeu apoio de entidades representativas do setor produtivo. Em carta-manifesto assinada pelo presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, a defesa central é de que trabalhadores e empregadores tenham liberdade para negociar jornadas compatíveis com suas necessidades e realidades.
Segundo a reportagem, a entidade argumenta que “a vida real não cabe numa caixinha fechada” e que a imposição de um modelo único de jornada não contempla a diversidade das relações de trabalho existentes no país.
“O Brasil real não funciona no ‘tamanho único’. O vendedor que sustenta a casa na comissão precisa de tempo para vender, não de folga obrigatória por lei. E, no fim, quem paga a conta é você: no preço da marmita, nas compras do supermercado, na tarifa do ônibus e até no valor do condomínio”, afirmou Cotait.
“Quer trabalhar menos horas por dia para conseguir estudar ou cuidar dos filhos? Você pode. Quer trabalhar mais em dezembro, quando o movimento está lá em cima, para entrar no ano novo sem dívida? Você pode”, afirma a CACB.
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