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Empresas que operam em locais com maior risco de aglomeração sofrem mais na retomada dos negócios

7ª Pesquisa do Sebrae, em parceria com FGV, apontou que também houve melhora geral na perda média do faturamento dos pequenos negócios, principalmente para os estabelecimentos que funcionam em lojas ou salas de rua

23 de setembro de 2020 - 09:55

Foto: Reprodução

Com a retomada das atividades econômicas em todas as regiões do país, os donos de pequenos negócios passaram a enfrentar o desafio de atrair os clientes de volta para consumir produtos e serviços, presencialmente, em seus estabelecimentos. A 7ª edição da Pesquisa de Impacto da Pandemia de Coronavírus nos Pequenos Negócios apontou que apesar de 81% das empresas já estarem operando novamente, aquelas que estão situadas em locais com maior risco de aglomeração, ainda enfrentam dificuldade para voltar a operar e retomar o faturamento.

O levantamento realizado pelo Sebrae, em parceria com a FGV, entre os dias 27 e 31 de agosto, identificou que os negócios localizados dentro de feiras ou shoppings populares são os mais impactados neste momento pela pandemia. De acordo com a pesquisa, esses empreendedores são os que ainda registram o maior nível de dificuldade de operação. Na situação oposta, estão os estabelecimentos que funcionam em lojas ou salas de rua, que são o perfil de negócio que mais implementou mudanças para voltar a funcionar, e estão enfrentando um nível menor de dificuldade para manter os empreendimentos abertos.

A pesquisa mostra que, no geral, a perda média de faturamento dos pequenos negócios vem diminuindo nos últimos meses. No período mais crítico analisado pelo Sebrae (abril), a queda do faturamento chegou a 70% abaixo do normal; e agora está em um patamar de 40% de perdas. No entanto, para os negócios localizados em feiras e shoppings populares o nível dessa queda no faturamento ainda é de 50%, quando comparado ao período anterior à crise. Já para as empresas que funcionam em loja ou sala de ruas, a queda é de 36%.

A 7ª pesquisa de impacto contou com a participação de 7.586 empresários de todos os 26 estados e DF, sendo 57% microempreendedores individuais (MEI), 38% de microempresas (ME) e 5% de empresas de pequeno porte (EPP). De acordo com presidente do Sebrae, Carlos Melles, percebe-se uma tendência do consumidor em ser mais criterioso ao escolher o local onde vai consumir um serviço ou produto. “Os empresários devem ficar atento às mudanças no comportamento e hábitos do consumidor que, neste momento, está valorizando lugares mais abertos, com maior controle do fluxo de pessoas, oferecendo melhores condições de segurança e higiene”, destacou.

Inovação

As vendas online continuam em alta entre as micro e pequenas empresas que têm utilizado canais digitais, como as redes sociais, aplicativos ou internet como plataformas para comercialização de produtos e serviços. Enquanto no final de maio, 59% das empresas utilizavam esses canais, atualmente esse percentual já chega a 67%.

Recuperação

O levantamento do Sebrae também mostrou sinais de recuperação em quase todos os 20 segmentos pesquisados, inclusive para os mais afetados, como turismo, economia criativa e academias, que tiveram menos perdas em relação à pesquisa anterior. Esse resultado foi refletido mais uma vez na queda do número de empresas que se dizem inadimplentes com dívidas ou empréstimos em aberto. “Com o início da flexibilização das restrições impostas pela pandemia e a retomada gradual das atividades econômicas observa-se uma certa estabilização nos níveis de endividamento dos pequenos negócios nos últimos três meses consecutivos”, explicou Melles.

Crédito

Ainda de acordo com a pesquisa, pela primeira vez houve uma leve queda no percentual de empresas que buscaram empréstimos. O percentual caiu de 54% para 51%. No entanto, entre as ME e as EPP a procura por crédito é maior, com 60% e 72% respectivamente. Apesar de um leve aumento, dentro da margem de erro, do percentual de empresas que conseguiram crédito – 21% para 22%, o percentual de empresas que tentaram financiamentos e não conseguiram obter o empréstimo voltou a subir no final de agosto, passando de 56% para 61%. Proporcionalmente, as instituições financeiras que mais liberaram crédito foram Banpará, Caixa e Sicoob.

Confira abaixo outros dados da pesquisa

Mais empresas que estavam paradas voltaram a funcionar com aumento de 76% para 81% no percentual de empresas em operação.

Apenas 21% dos empresários estão em locais com restrição (fechamento parcial) ou fechamento total (lockdown).

Redução de 81% para 77% na proporção de empresas que afirmam que estão sofrendo uma diminuição no seu faturamento. Queda se dá pelo terceiro mês consecutivo.

Pelo 5ª mês consecutivo, houve melhora nos índices de queda do faturamento das empresas. Percentual passou de -45% para -40% em comparação ao último levantamento.

Empresas encaminhadas à Caixa pelo Sebrae novamente tem melhor taxa de sucesso na obtenção de crédito.

Caixa foi o banco que mais aumentou sua taxa de sucesso na obtenção de crédito entre o final de maio e final de agosto passou de 6% para 19%.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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