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Em carta a Michel Temer, Conselho de Turismo do Rio de Janeiro apela por segurança na cidade

É muito difícil estimular investimentos que gerem empregos, renda e arrecadação num cenário tão sombrio de violência”, diz o documento

15 de maio de 2017 - 16:00

O Conselho de Turismo da Prefeitura do Rio de Janeiro divulgou na manhã desta segunda-feira (15) uma carta aberta ao presidente da República, Michel Temer, em defesa da urgência e da continuidade do apoio federal à segurança da cidade.

No texto, os conselheiros dizem compreender que o governo tem muitos problemas a resolver, como o desemprego e a retomada do crescimento sustentável, por exemplo, mas afirma ser “muito difícil estimular investimentos que gerem empregos, renda e arrecadação num cenário tão sombrio de violência”.

“Quando o Rio vai mal, isso prejudica o país inteiro. Não dá mais para esperar. Segurança não é coisa que se adie”, continua o documento, que em seguida destaca os cerca de R$ 25 bilhões recentemente investidos na expansão da rede de transportes, novas arenas de eventos, museus, revitalização urbana e muito mais.

Os signatários do documento afirmam ter certeza de que o turismo é a alavanca para o resgate da cidade, já que, neste caso, a receita é instantânea. De acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), se o número de turistas aumentar em 20%, o impacto positivo na economia carioca será de R$ 6 bilhões e 98 mil postos de trabalho serão criados.

A carta destaca ainda a realização de grandes eventos, como o Carnaval, o Réveillon e o Rock in Rio, que motivam grande parte dos turistas que visitam a cidade. De acordo com o documento, 94% dos turistas brasileiros e 87% dos estrangeiros desejam voltar ao Rio. “Contudo, a crescente percepção da insegurança pode botar tudo a perder. E a primeira perda será a da esperança do povo no esforço da reconstrução nacional”, diz a carta.

Por fim, o documento diz que já não bastam medidas paliativas. É preciso ações imediatas, abrangentes e decisivas, para garantir segurança permanente a moradores e visitantes. Para eles, sem o engajamento profundo do governo, qualquer esforço feito a nível municipal, será em vão.

Além do presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Manoel Protasio, assinam também o documento José B. de Oliveira Sobrinho (Boni), Ricardo Amaral e Roberto Medina. Os quatro são membros do conselho.

Clique aqui e leia a íntegra da carta.

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