Imprensa
FÔLEGO

Desoneração da folha de pagamento até 2021 vai preservar empregos e gerar novas vagas, dizem empresários

Benefício concedido a 17 setores pode impulsionar país a driblar efeitos econômicos da pandemia

9 de novembro de 2020 às 10:23

Foto: Reprodução

A prorrogação da desoneração da folha de pagamento, que atinge 17 setores da economia brasileira, vai proporcionar a manutenção de empregos e a geração de novos postos de trabalho. A avaliação é de representantes empresariais, cujas opiniões foram reunidas pelo Estado de Minas. Eles creem que a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode dar fôlego na batalha contra os efeitos impostos pela pandemia do novo coronavírus.

A desoneração vai, agora, até o fim do próximo ano. O aval do Congresso Nacional veio na última quarta-feira (4). “Precisamos diminuir o custo da geração de empregos no país. A maior necessidade que o Brasil tem, hoje, é a geração de emprego e renda. A derrubada do veto vai propiciar a manutenção de mais de 6 milhões de empregos diretos, com a possibilidade de criar mais em função da redução do custo de contratação”, estima Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMinas).

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também comemorou a extensão do benefício. “Milhões de empregos serão preservados no Brasil. O custo de trabalho desses setores irá cair. Isso irá possibilitar, na retomada, ampliação do número de trabalhadores”, falou o presidente da entidade, Flávio Roscoe.

O setor de cervejas, por sua vez, vislumbra a desoneração como uma espécie de “tábua de salvação”. Além da COVID-19, as empresas do ramo precisaram lidar com os reflexos do Caso Backer. Para o vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (Sindbebidas-MG), Marco Falcone, se o veto de Bolsonaro não fosse contestado pelo Parlamento, os efeitos seriam devastadores.

“(A extensão da desoneração) é essencial para a manutenção do setor. Sem a prorrogação, sofreríamos um efeito nefasto”, sentencia.

Com a decisão do Congresso, a desoneração da folha de pagamento será prorrogada até 31 de dezembro de 2021, conforme previa originalmente a Lei 14.020/2020. Serão beneficiadas, entre outras, companhias de comunicação, de construção civil, a indústria têxtil e grupos de transporte coletivo urbano.

As empresas favorecidas podem optar por pagar um percentual que entre 1% e 4,5% de sua receita bruta como contribuição previdenciária, em vez de calcular o valor sobre 20% da folha de salários. Com isso, podem reduzir a carga tributária. Segundo dados da Receita Federal, em 2019 o governo deixou de cobrar R$ 9,8 bilhões com as desonerações. Até julho de 2020, quase cinco bilhões de reais deixaram de ser arrecadados. A previsão é de custo de R$ 10 bilhões com o benefício fiscal em 2021.

Pequenos negócios ganham fôlego

Ainda de acordo com Aguinaldo Diniz, da ACMinas, a desoneração afeta positivamente, sobretudo, as pequenas, micro e médias empresas. “As micro, pequenas e médias empresas, que são grande parte de nossos associados, geram de 75% a 80% dos empregos com carteira assinada no país. As grandes empresas geram PIB”, diz, lembrando que negócios de menor porte sofreram em grande medida com questões como a diminuição do consumo e o aumento dos custos de produção.

Aguinaldo presidia a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) quando o setor conseguiu, em 2011, uma desoneração própria.

Posições contrárias são questionadas

Na Câmara Federal, foram 430 votos pela derrubada e 33 pela manutenção do veto. No Senado, o resultado foi 64 a 2, com ampla vitória dos partidários da desoneração. Entre os deputados, a única legenda que fechou questão em prol da interpretação de Bolsonaro foi o Novo. O partido, que se destaca na defesa da iniciativa privada, tem liderado a busca pela simplificação tributária e pelo fim dos subsídios fiscais e de crédito.

Para Aguinaldo Diniz, a opção ocorreu por concordância ao que prega o ministro da Economia, Paulo Guedes, defensor da desoneração a todos os setores econômicos — tendo a criação de um novo imposto como espécie de contrapartida.

“Alguns partidários, provavelmente ligados ao ministro Paulo Guedes, votaram contra a derrubada do veto pensando que o melhor caminho seria horizontalizar a desoneração. Mas, no momento que vivemos, com a pandemia e a crise, o correto é privilegiar, sim, os setores que são grandes geradores de emprego”, opina.

Marco Falcone, por sua vez, crê que se opor à prorrogação da desoneração é uma “afronta” ao setor industrial. “Vejo como uma postura maléfica, que tenta afrontar a indústria. Nossa sobrevivência está sendo bastante difícil e onerosa. Se tivermos esse baque, a sobrevivência do setor não será mantida. Temos conseguido subsistir pois a desoneração nos beneficiou bastante”.

Fonte: Estado de Minas

Últimas Notícias

Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral
NA MÍDIA 8 de outubro de 2026 às 16:44

Agência Estado publica propostas da CACB ao debate eleitoral

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo
ELEIÇÕES 2026 8 de outubro de 2026 às 15:16

Flávio Bolsonaro e Daniella Marques participam do Grande Encontro do Associativismo (2º turno), em São Paulo

Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país
NA MÍDIA 7 de outubro de 2026 às 17:10

Folha S. Paulo destaca manifesto da CACB pela reconciliação no país

CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas
ASSOCIATIVISMO 7 de outubro de 2026 às 15:43

CACB recebe representantes da ACIFI e da Supera Sistemas

CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República
CARTA ABERTA 6 de outubro de 2026 às 17:20

CACB mobiliza Sistema do Associativismo para defesa de propostas do setor junto aos candidatos à presidência da República

Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições
MANIFESTO 6 de outubro de 2026 às 12:16

Carta aos brasileiros propõe trocar a polarização por um pacto em torno do trabalho, da liberdade e das instituições

Soluções dedicadas ao empresário brasileiro.

Todos serviços

Conhecimento e informação nos conectam

Compartilhamos conteúdo do seu interesse

  •  

Eventos

Ver todos

Agenda dos Eventos Empresarias

Participe dos eventos organizados por entidades que apoiam os empresários do Brasil.

Busca

Fechar

Categorias de Serviços

Fechar

Categorias de Vídeos

Fechar

Entidades

Fechar
Logomarca Hotpixel