CACB

  1. Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

  2. 27
Home / Notícias / IPCA

Com alta da energia, inflação de julho é a maior para o mês desde 2002 e chega a 8,99% em 12 meses

Conta de luz respondeu pelo maior impacto no IPCA do mês passado, segundo o IBGE; aumentos nas passagens aéreas e nos combustíveis também contribuíram para o resultado

10 de agosto de 2021 - 11:07

Foto: ABR

A inflação acelerou para 0,96% em julho, sob efeito de reajustes da energia elétrica, registrando o maior resultado para o mês desde 2002, quando ficou em 1,19%. Com o resultado, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, acumula alta de 4,76% no ano e de 8,99% no acumulado em 12 meses, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 10.

O centro da meta do Banco Central para a inflação deste ano é de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Analistas do mercado financeiro, porém, já projetam que o IPCA vai fechar o ano em 6,88%, bem acima, portanto, do teto da meta.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta em julho. A maior variação, de 3,10%, e o maior impacto vieram do grupo habitação com a alta da energia elétrica (7,88%), que acelerou em relação ao mês anterior (1,95%). O resultado é consequência dos reajustes tarifários em São Paulo, Curitiba e em uma das concessionárias de Porto Alegre.

“Além dos reajustes nos preços das tarifas em algumas áreas de abrangência do índice, a gente teve o reajuste de 52% no valor adicional da bandeira tarifária vermelha patamar 2 em todo o País. Antes o acréscimo nessa bandeira era de, aproximadamente, R$ 6,24 a cada 100kWh consumidos e, a partir de julho, passou a ser de cerca de R$ 9,49”, explica o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.

A segunda maior contribuição do mês veio dos transportes (1,52%), puxados pelas passagens aéreas, cujos preços subiram 35,22% depois da queda 5,57% em junho.

Os preços dos combustíveis (1,24%) também aceleraram em relação a junho (0,87%). A gasolina teve alta de 1,55%, depois do aumento de 0,69% no mês anterior.

O resultado de alimentos e bebidas, com alta de 0,60%, também ficou acima do registrado em junho (0,43%). A alimentação no domicílio passou de 0,33% para 0,78% em julho, principalmente por causa das altas do tomate (18,65%), do frango em pedaços (4,28%), do leite longa vida (3,71%) e das carnes (0,77%). No lado das quedas, destacam-se a cebola (-13,51%) batata-inglesa (-12,03%), e o arroz (-2,35%).

Somente o grupo saúde e cuidados pessoais teve queda, de 0,65%, puxada pela redução dos preços dos planos de saúde (-1,36%). Em julho, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste negativo de -8,19% em função da diminuição da utilização de serviços de saúde suplementar durante a pandemia.

“Foi o primeiro reajuste negativo autorizado pela ANS desde a sua criação. Esse reajuste é retroativo a maio de 2021 e vai até abril de 2022, a depender do aniversário de contrato dos beneficiários. Assim, no IPCA de julho foram apropriadas as frações mensais relativas aos meses de maio, junho e julho”, explica Almeida.

Fonte: Estadão

Tags

Deixe seu comentário

Imprensa CACB - Jornalistas Responsáveis

  • Erick Arruda
    erick.arruda@cacb.org.br
  • E-mail geral da imprensa: imprensa@cacb.org.br
    Contato: (61) 3321 1311