
Alfredo Cotait Neto na sede da CACB. Foto: Daniel Fagundes / Trilux
O presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, foi um dos entrevistados em reportagem do jornal o Estado de S. Paulo desta terça-feira (16). A matéria abordou a discussão sobre a proposta de redução da jornada de trabalho. O setor produtivo se demostra preocupado com o aumento dos custos e da informalidade, a redução da produtividade e a dificuldade de contratação que poderão ser consequências do fim da chamada escala 6X1.
Para o dirigente da CACB, a proposta tende a fracassar. “Na prática, vai ser um grande desastre. Se tivéssemos trabalhadores de excelência, poderia funcionar”, avalia Cotait, ao considerar que menos horas de trabalho deve resultar em queda no desempenho. Ele afirma que o discurso de que o trabalhador terá mais qualidade de vida é equivocada. “É uma discussão quase filosófica de ter mais tempo para cuidar da família. Não adianta ter mais tempo se não tem renda”, afirmou.
O presidente da CACB ressalta que a proposta tem viés “populista” e não estima “uma alternativa do jeito que está”. Para a mudança poder dar certo, segundo ele, seria necessário um programa de qualificação da mão de obra de pelo menos cinco anos. “Tem de preparar o campo e investir em qualificação”, concluiu.
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