Imprensa
ESCALA 6X1

Para CACB, cenário econômico mundial e interno mostra que momento é inadequado para debate da redução na jornada de trabalho

Vice-presidente da Confederação, Márcio Luís da Silva, afirma que mudança será prejudicial às empresas e aos trabalhadores

10 de março de 2026 às 15:29

 

Representantes de entidades do setor produtivo e parlamentares participam de seminário que discutiu jornada de trabalho. Foto: Daniel Fagundes/Trilux

Aumento da inadimplência no mercado consumidor e dos pedidos de recuperação judicial, redução do Produto Interno Bruto (PIB) e o conflito internacional que poderá elevar o preço dos produtos no país por conta da alta do valor do petróleo. Para o vice-presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Márcio Luís da Silva, o cenário econômico mundial e do Brasil é mais um fator que deveria ser levado em conta para evitar a discussão, no momento, da possível redução da jornada de trabalho ou da escala 6×1.

“É uma situação em cadeia que ainda não temos a dimensão de onde chegará, ainda mais em um período eleitoral, onde o oportunismo toma conta, por isso a discussão da redução de jornada de trabalho é prejudicial às empresas e aos trabalhadores, pois vai mexer com toda uma estrutura em um momento de grandes desafios”, diz o dirigente da CACB.

Márcio, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), participou nesta terça-feira (10), do Seminário Modernização da Jornada de Trabalho, organizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE). O encontro teve a participação de representantes de entidades do setor de comércio, serviços, agropecuária, indústria e transporte, além de pesquisadores da área econômica.

Márcio Luís, da CACB: cenário econômico é mais um fator que deveria ser levado em conta para evitar a discussão da redução da jornada de trabalho. Foto: Daniel Fagundes/ Trilux

Os participantes alertaram que a possível redução da jornada de trabalho ou da escala 6×1 pode ter forte impacto na falta de mão de obra, no aumento da informalidade, na queda na produtividade e na elevação do custo, principalmente para as micro e pequenas empresas, e dos preços dos produtos ao consumidor. “É um assunto de extremo risco, que mostra que precisamos fortalecer a atuação e mobilização para impedir que isso aconteça”, ressaltou Márcio.

Dados apresentados no seminário mostram que não há evidência econômica que a redução da jornada gera mais empregos e mais horas de descanso para o trabalhador, que acabará buscando outras ocupações nesse tempo.  Além disso, os efeitos terão reflexos diferentes a depender do setor, do porte da empresa e da sua localidade, e poderão interferir até mesmo na atuação dos sindicatos. Os estudos mostram ainda que poderá ocorrer aumento de demissão de cerca de 1,5 milhão de trabalhadores formais e queda no PIB de até 3,7% ao ano. Os caminhos apontados foram a expansão da negociação coletiva, além de investimentos em qualificação e tecnologia para aumentar a produtividade.

Presidente da FPE, o deputado João Passarinho (PF-PA) defendeu a união de parlamentares com o setor produtivo para evitar que as empresas sejam prejudicas com a possiblidade dessa mudança. Já o vice-presidente da Frente Parlamentar de Comércio e Serviços, Luiz Gastão (PSD-CE) reforçou que qualquer alteração na jornada de trabalho ou na escala 6×1 precisa ser feita com equilíbrio para assegurar a competitividade e manter os empregos. Também participaram o deputado Hugo Legal (PSD-RJ), a deputada Gisela Simona (União -MT), e Leonardo Severini, presidente da União das Entidades de Comércio e Serviços (Unecs), da qual a CACB faz parte.

Contato para imprensa:

E-mail: institucional@cacb.org.br
Telefone: (61) 99944-4808 / (61) 3321-8034

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