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IBGE

Brasil criou 11,6 mil novas empresas em 2015

Naquele anos, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas, que empregavam 53,3 milhões de pessoas

5 de julho de 2017 às 10:52

O Brasil ganhou aproximadamente 11,6 mil novas empresas e outras organizações ativas em 2015, um aumento de 0,2% em relação a 2014. O número de pessoal ocupado assalariado diminuiu 3,6% – menos 1,8 milhão de trabalhadores. Os dados fazem parte do Cadastro Central de Empresas (Cempre), divulgado hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2015, o país tinha 5,1 milhões de empresas e outras organizações ativas, que empregavam 53,3 milhões de pessoas, sendo 46,6 milhões (87%) assalariadas e 7 milhões (13%), sócias ou proprietárias.

Em comparação com 2014, o número de sócios e proprietários caiu 0,1% no período, ou 7,7 mil pessoas. Também foi registrada queda no total de salários e outras remunerações (-4,8%) e no salário médio (-3,2%). É a primeira vez que o pessoal ocupado total e assalariado cai desde o início da série, em 2007. Os salários e outras remunerações totalizaram R$1,6 trilhão. O salário médio mensal foi de R$ 2.480,36 ou três salários mínimos.

Apesar da perda de empregos no ano passado em relação a 2015, a pesquisa mostra que entre 2010 e 2015, as empresas e outras organizações formais geraram 3,6 milhões de novos vínculos empregatícios, tendo passado de 43 milhões para 46,6 milhões de pessoas.

Natureza jurídica

As entidades empresariais representaram 90,4% do total de empresas do país, 75,3% do pessoal ocupado assalariado e 63% dos salários e outras remunerações. Apesar disso, pagaram os salários médios mensais mais baixos (R$ 2.168,45). Os órgãos das administrações públicas eram 0,4% desse total, porém absorveram 18% do pessoal ocupado total, 20,7% do pessoal ocupado e pagaram 30,4% dos salários e outras remunerações. A administração pública pagou os salários médios mensais mais elevados (R$ 3.592,33). As entidades sem fins lucrativos totalizaram 9,2% das empresas e outras organizações e foram responsáveis por 6,7% do pessoal ocupado, 7,1% do pessoal assalariado e 6,5% dos salários e outras remunerações. Essas entidades foram as que pagaram melhor depois dos órgãos da administração pública (R$ 2.354,90).

Ainda segundo o estudo, em 2015 houve aumento de 0,6% de empresas públicas, mais 128 empresas, e queda de 124,4 mil postos de trabalho (-1,3%). Nas entidades empresariais, houve queda de 2,9 mil empresas (-0,1%) e de 1,6 milhão em pessoal ocupado assalariado (-4,5%). Por outro lado, as entidades sem fins lucrativos aumentaram em número e pessoal ocupado, com 14,4 mil novas empresas e outras organizações (3,2%) e aumento de 16 mil novos empregados assalariados (0,2%).

Atividades econômicas

A pesquisa indica também que a seção Comércio: reparação de veículos automotores e motocicletas figura desde 2010 como a atividade que mais concentra a maior parte de pessoal ocupado assalariado, e chegou a 9,1 milhões de pessoas em 2015. Em comparação com 2014, concentrava o maior número de empresas e outras organizações (39,2%), pessoal ocupado total (22,1%) e pessoal ocupado assalariado (19,5%). Já em salários e outras remunerações ficou na terceira colocação (12,4%).

Indústrias de transformação aparecem em segundo lugar na variável pessoal ocupado total (15,4%) e salários e outras remunerações (17,6%). Devido à redução de 649 mil pessoas assalariadas em relação a 2014, caiu para a terceira posição em número de empresas (8,3%). A administração pública, defesa e seguridade social assumiu a a segunda posição em número de assalariados (16,7%) e foi a primeira colocada em salários e outras remunerações (23,5%).

Análise regional

Assim como em anos anteriores, a Região Sudeste concentrou o maior número de organizações, 2,9 milhões de unidades (51,1%), bem como de pessoas ocupadas (26,9 milhões) e dos salários e outras remunerações (R$840,3 bilhões). A Região Sul foi a segunda com maior número de unidades (22%) e em salários e outras remunerações (16,2%). O Nordeste ficou em segundo lugar em pessoal ocupado total (18,1%) e em pessoal ocupado assalariado (18,7%) e na terceira posição em número de unidades locais (15,4%) e em salários e outras remunerações (14,6%). A Região Centro-Oeste ficou na quarta colocação em todas as variáveis analisadas e a Região Norte na quinta, com as menores participações.

Fonte: Agência Sebrae

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