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Após recuo em março, economia reage em abril e sobe 0,44%, indica prévia do PIB do BC

O IBC-Br, que avalia o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses, acumula alta de 4,77% no ano, mas registra baixa de 1,20% nos 12 meses encerrados em abril

14 de junho de 2021 - 11:56

Foto: Wilson Dias/ABR

Depois de ter recuado em março, pressionada pela segunda onda da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica reagiu no País. O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta segunda, 14, subiu 0,44% em abril, após a queda de 1,61% vista em março. Os porcentuais já foram ajustados sazonalmente, o que permite a comparação entre os meses diferentes.

Com a escalada dos casos de contaminação e mortes por covid-19 no início de 2021, governos estaduais e municipais voltaram a adotar restrições para circulação de pessoas e funcionamento do comércio em várias regiões do País. Com os bloqueios, a atividade econômica também foi afetada, o que levou o IBC-Br a interromper, em março, uma série de dez meses consecutivos de alta. Em abril, porém, o indicador voltou ao território positivo.

O índice de atividade calculado pelo Banco Central passou de 139,04 pontos em março para 139,65 pontos em abril na série livre dos efeitos sazonais. A alta de 0,44% ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado positivo entre 0,20% e 2,20%. No entanto, o indicador ficou bem abaixo da projeção da maioria dos economistas consultados, que indicava alta de 1,20%.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do mercado financeiro para o PIB este ano é de alta de 4,85%.

No acumulado de 2021 até abril, o IBC-Br registra elevação de 4,77% – neste caso, a série utilizada é a sem ajustes sazonais, o que permite a comparação com o ano de 2020. Nos 12 meses encerrados em abril, o ICB-Br registra baixa de 1,20%.

O desempenho da atividade econômica é um dos fatores a ser levado em conta pelo Banco Central nesta semana, quando a instituição decidirá sobre o novo patamar da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 3,50% ao ano. O encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC ocorrerá na terça e na quarta-feira.

Com a inflação pressionada, a expectativa do mercado financeiro é de que o BC promova novo aumento de 0,75 ponto porcentual, para 4,25% ao ano. A elevação ocorreria a despeito de a atividade econômica – como indica o ICB-Br – ainda estar em processo de recuperação.

Fonte: Estadão

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