
Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, e Guilherme Afif Domingos participam de live para leitura de manifesto. Foto: Edu Guimarães/ACSP.
A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) mobilizou, nesta terça-feira (06/10), cerca de 330 presidentes de federações e de associações comerciais de todo o país para o lançamento do manifesto “Rede Pauta Brasil: Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”. O documento propõe a superação da polarização política e apresenta princípios considerados fundamentais pelo Sistema do Associativismo para o próximo ciclo de governo.
À frente da mobilização, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou que o objetivo é ampliar a participação do associativismo no debate nacional e construir uma agenda a partir das demandas de quem empreende, trabalha e produz. “Estamos lançando um manifesto para que toda a rede associativa tenha conhecimento das nossas propostas e, para aqueles que quiserem fazer sua adesão, possam participar. É uma forma de o sistema associativo se posicionar diante das questões que hoje envolvem o nosso país”, afirmou Cotait.
A iniciativa ocorre dois dias após o primeiro turno das eleições e 19 dias antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro. O manifesto não cita candidatos ou partidos e está aberto à adesão de pessoas físicas e empresas.
De acordo com o presidente da CACB, o movimento também deverá apresentar à sociedade uma agenda de governo elaborada sob a perspectiva do associativismo e dos empreendedores. A proposta é reunir os principais temas econômicos e sociais que afetam empresas e entidades e abrir diálogo com o futuro governo.
“Estamos preparando um programa de governo com a visão do associativismo e dos empreendedores, com os principais pontos que afetam os problemas econômicos e sociais da nossa sociedade, das nossas entidades e das nossas empresas. É uma abertura de diálogo com o futuro governo e, principalmente, um posicionamento das nossas empresas”, disse.
Além da ampla representação empresarial, também participaram da reunião o presidente emérito da CACB, conselheiro da Facesp e secretário de Projetos Estratégicos do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos; a presidente do Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Confederação, Ana Cláudia Badra Cotait; a deputada federal Adriana Ventura (Novo), reeleita por São Paulo nestas eleições; entre outras lideranças.
União
Afif Domingos destacou a importância da mobilização do setor produtivo diante das mudanças políticas e econômicas em curso. Para ele, além da disputa presidencial, o setor produtivo precisa acompanhar a composição e a atuação do Congresso Nacional e organizar suas posições em torno de princípios comuns.
“Todo mundo está concentrado na eleição do presidente, mas nós temos que olhar a representação no Congresso. Será um momento muito importante, em que teremos que nos mobilizar em torno de ideias e propostas, daquilo que pensamos para o Brasil”, afirmou.
Afif também chamou atenção para temas diretamente relacionados aos pequenos negócios, especialmente o Simples Nacional e a reforma tributária. “Nós temos uma reforma tributária e sabemos que, para o comércio do Simples, ela vai ser desastrosa”, disse.
Mulheres
A presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, destacou a adesão das mulheres ao manifesto e a ampliação da participação feminina na representação política e institucional. “Vamos também divulgar o manifesto nas redes do CMEC, em todo o Brasil, para que as pessoas possam aderir”, afirmou. Ana Cláudia também ressaltou o resultado das eleições para o Legislativo e a presença feminina nas novas bancadas.

Presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait. Foto: Divulgação
Empreendedorismo e pequenos negócios
O manifesto coloca o trabalho, a liberdade de empreender e o desenvolvimento econômico no centro da agenda defendida pelo Sistema do Associativismo. O texto afirma que a geração de riqueza está diretamente ligada à atividade de trabalhadores, pequenos comerciantes, produtores rurais, profissionais liberais e empreendedores.
A CACB representa cerca de 2,3 mil associações comerciais e empresariais em todo o país. O peso dos pequenos negócios na economia reforça a importância da agenda defendida pela entidade: segundo dados citados no documento, o Brasil tinha 24,1 milhões de pequenos negócios com CNPJ ativo no segundo trimestre de 2026. Em 2025, micro e pequenas empresas responderam por 80,5% do saldo de empregos formais, de acordo com levantamento do Sebrae com dados do Novo Caged.
Nesse contexto, o manifesto defende um ambiente de negócios no qual o pequeno empresário não seja sufocado por impostos e burocracia, além de reforçar a necessidade de regras claras, segurança jurídica e liberdade para trabalhar e empreender.
O documento também sustenta que o Estado deve estar a serviço do cidadão e que o desenvolvimento econômico depende da capacidade de trabalhadores e empresas de produzir, investir, inovar e gerar oportunidades.
Serviço
O documento pode ser assinado por qualquer pessoa ou empresa, com CPF ou CNPJ, no site http://redepautabrasil.com.br. A página reúne a lista de signatários, formada por pessoas e entidades que aderiram ao texto e autorizaram a exibição do nome.
Carta aberta “Pela reconciliação, pela liberdade e por um Brasil governado para todos”