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ELEIÇÕES FACEB

Paulo Cavalcanti é eleito presidente da FACEB em pleito marcado por mobilização do interior do estado

Eleição reforça discurso de união, renovação e fortalecimento da representatividade no estado

8 de abril de 2026 às 09:36

Crédito: Divulgação/Faceb

A Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB) elegeu, nesta terça-feira (7), na sede da Associação Comercial e Empresarial de Feira de Santana (ACEFS), a nova diretoria para o biênio 2026–2028. Em chapa única, a “Unir para Transformar” foi eleita com 31 votos e levou à presidência o empresário Paulo Cavalcanti, em uma assembleia marcada por forte participação de lideranças do interior e pelo discurso de continuidade aliado à renovação.

O pleito reuniu representantes de diversas associações comerciais do estado, muitos dos quais percorreram longas distâncias para participar do processo eleitoral e reforçar o apoio ao novo ciclo da entidade. Em seu primeiro pronunciamento, o presidente eleito destacou a necessidade de maior organização da classe produtiva. “Missão parcialmente cumprida. Estamos apenas começando a trajetória. Esse é o início de um caminho que é base para a transformação do nosso país. Precisamos ser ouvidos, e isso só vai acontecer quando estivermos organizados”, afirmou, ao defender maior protagonismo institucional do setor empresarial.

Paulo Cavalcanti, que recentemente assumiu o Comitê de Integração Nacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), também chamou atenção para o baixo nível de engajamento empresarial nas entidades. Segundo ele, em média, menos de 8% dos CNPJ’s das cidades estão associados, o que evidencia a necessidade de fortalecer a cultura do coletivo. “Não dá para ficarmos sem voz, precisamos estar alinhados aos nossos propósitos. Hoje, quem paga a conta muitas vezes acaba sendo atropelado por decisões que não apoiamos. O país merece uma transformação que faça com que sejamos percebidos mundialmente”, completou.

A nova diretoria executiva conta, ainda, com Isabela Suarez na vice-presidência, além de representantes de diferentes regiões da Bahia em cargos estratégicos, reforçando o caráter descentralizado da entidade. Ao assumir o cargo, a atual presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), destacou sua trajetória no associativismo e o compromisso com a expansão do sistema. “Cheguei ao associativismo a convite de Paulo e hoje assumo mais um compromisso ao seu lado. Abraço a missão de fortalecer as associações que já existem na Bahia com a meta de aumentar o número e o alcance”, afirmou. Atualmente, a FACEB reúne 61 associações ativas no estado.

Como parte da nova composição, o ex-presidente Clóves Cedraz foi indicado para presidir o Conselho Superior, que terá 11 membros. Ao se despedir da presidência, Cedraz ressaltou o legado da gestão anterior, que durou 26 anos, e destacou o avanço da participação feminina no sistema associativista. “Duas cidades baianas, Seabra e Jaguaquara, não só foram presididas por mulheres, como tiveram diretorias completamente formadas por mulheres”, afirmou, lembrando ainda que incentivou a criação do Conselho da Mulher dentro da Federação.

Representando as associações do interior, o dirigente Hugo Britto, da Associação Comercial de Jequié, enfatizou o papel do empresariado na economia. “O empresário é que faz esse país acontecer. Estou feliz com a construção e condução desta aliança institucional”, declarou. Presidente da Associação Comercial de Feira de Santana, Genildo Melo também destacou o momento de transição. “Com a mesma maestria que conduziu o trabalho todos esses anos, essa transição vai ocorrer. Paulo vai ser o presidente da renovação”, afirmou.

Para os presentes, a eleição da nova diretoria é o início de um novo capítulo na história da FACEB, marcado pelo desejo coletivo de que a entidade avance e amplie a sua participação nas decisões que impactam o desenvolvimento econômico do estado e do país.

Como complementou o novo presidente da FACEB, ao gestão será alinhada à diretriz nacional liderada pela CACB, que reforça a atuação municipal como base de sustentação do sistema associativista. Não existe força nacional sem estrutura local organizada.

“Organização não é opção; é necessidade. E a FACEB abraça o compromisso de fortalecer a rede associativista, integrar esforços, dar direção e ampliar a capacidade de influência da classe produtiva baiana, em sintonia com o movimento nacional. Assumimos este novo desafio com propósito, planejamento e com a convicção de que o futuro do Brasil é da nossa conta, e ele começa agora”, pontuou Cavalcanti.

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