
“Coragem” é a palavra escolhida pela empresária Roseleny de Melo para definir as mulheres e a que melhor expressa sua trajetória no empreendedorismo. Eleita a primeira mulher a presidir a Associação Empresarial de Pará de Minas (Ascipam), ela conta que passou por diferentes áreas antes de consolidar sua atuação no empreendedorismo. “Fui acumulando experiências que contribuíram para a formação da empreendedora que sou hoje”, comenta Roseleny.
Em avaliação sobre o empreendedorismo no País, a presidente da Ascipam afirma que, apesar dos avanços na participação feminina no mundo dos negócios, as mulheres ainda enfrentam desafios importantes ao empreender. “Os desafios passam por enfrentar preconceitos, conciliar múltiplas responsabilidades e ter acesso mais difícil a crédito e a investimento”, explica.
Segundo dados divulgados em 2024 pelo Sebrae, no Brasil, mulheres pagam cerca de 4% de taxa de juros a mais que os homens, embora a taxa de inadimplência seja praticamente a mesma.
Roseleny afirma que novas empreenderas devem estar muito atentas a esse cenário e que, para ter êxito, é necessário também contar com elementos fundamentais para construir negócios sólidos e sustentáveis. Entre eles estão coragem, preparo e gestão estratégica.
“As novas empreendedoras precisam unir coragem, preparo e gestão, porque sonhos sem estratégia não se sustentam”, destaca. Segundo ela, o empreendedorismo exige, ainda, planejamento, visão de longo prazo e capacidade de adaptação às mudanças do mercado.
Um cenário de crescimento
O empreendedorismo feminino tem crescido de forma significativa no Brasil. Atualmente, mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no país, contribuindo diretamente para a geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico.
Para a presidente, esse movimento representa uma transformação importante no papel da mulher na economia. “Hoje vejo um cenário promissor. Somos milhões de mulheres empreendendo no Brasil, transformando realidades e construindo o futuro da nossa economia”, afirma.
Trajetória
Em retrospectiva, a presidente da Ascipam diz ter iniciado a carreira no setor administrativo de uma empresa do agronegócio. Depois, ingressou no sistema bancário, onde construiu uma trajetória ascendente. Começou como caixa e, rapidamente, assumiu novas responsabilidades. Aos 21 anos, já ocupava o cargo de gerente de contas, posição que manteve até concluir seu ciclo na instituição
financeira.
Depois da experiência no banco, Roseleny assumiu uma função gerencial na área da saúde, atuando na Unimed. Ao mesmo tempo, mantinha uma ligação direta com o agronegócio, trabalhando como produtora rural.
Foi nesse contexto que surgiu um novo capítulo em sua trajetória empreendedora. Há cerca de 30 anos, ao lado do irmão e sócio, ela fundou uma empresa no setor do agronegócio, empreendimento que permanece ativo até hoje.
Há pouco mais de um ano, Roseleny assumiu a presidência da Ascipam, entidade que representa o setor empresarial de Pará de Minas, atuando no fortalecimento do associativismo local.
A escolha de seu nome para liderar a instituição marcou um momento histórico: pela primeira vez, uma mulher passou a ocupar a presidência da associação. Para a empresária, o associativismo desempenha um papel fundamental no desenvolvimento econômico e na construção de ambientes mais favoráveis ao empreendedorismo.
“Assumir a presidência da associação reforça meu compromisso com o associativismo e com o desenvolvimento dos negócios e das pessoas”, conclui Roseleny.
Parceria
A Ascipam integra o grupo G50+, movimento lançado pela CACB para fortalecer a representação política e empresarial no País.
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