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Desempenho

Setor de serviços fecha 2016 com a maior queda da série histórica da pesquisa

Volume do segmento acumulou recuo de 5% no ano anterior, segundo o IBGE. Desempenho do setor de transportes influenciou negativamente o setor de serviços.

15 de fevereiro de 2017 às 17:33

O volume do setor de serviços do país fechou 2016 em queda de 5%, a maior da série histórica do indicador, que teve início em 2012, segundo informou nesta quarta-feira (15) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2016, foram os transportes que puxaram para baixo o desempenho do setor de serviços, de acordo com a pesquisa. A queda registrada pelo segmento foi de 7,6%, com destaque para transporte terrestre, que recuou 10,4%.

“É importante ressaltar a forte dependência do transporte de cargas (rodoviário, ferroviário e dutoviário) em relação ao setor industrial, maior demandante deste serviço, tanto para o consumo de matérias-primas, como para a distribuição da produção. Dessa forma a recuperação dessa atividade vai depender da recuperação do setor industrial“, explicou o IBGE.

 

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares – como serviços jurídicos, contábeis, de auditoria, consultoria empresarial – também registrou forte queda, de 5,5% em 2016. Os serviços técnico-profissionais, por exemplo, ecuaram 11,4%.

 

Essas atividades, que abrangem serviços intensivos em conhecimento, dependem da demanda de outros setores institucionais, como indústria, comércio e governos, que restringiram seus gastos e investimentos em 2016, afetando sobremaneira seus resultados”, justificou o IBGE.

 

Em dezembro, o setor de serviços cresceu 0,6%, após ter registrado alta de 0,2% em novembro e recuo de 2,3% em outubro. Na comparação com dezembro de 2015, o segmento de serviços recuou 5,7%, a maior queda para o mês de dezembro nessa comparação desde o início da série em 2012. “Não dá para dizer que o setor de serviços entrou numa fase de recuperação. Outubro foi muito ruim e dezembro ficou longe de um bom resultado”, afirmou o coordenador da pesquisa no IBGE Roberto Saldanha.

“Para o setor de serviços reagir precisa que o setor industrial retome seu crescimento contínuo e que haja a retomada de investimentos que implicam na contratação de empresas e consultorias”, acrescentou.Na comparação mensal, o que puxou o crescimento foi o desempenho positivo do setor de serviços prestados às famílias (alta de 2%), bem como o de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (alta de 0,4%).

 

 

Receita

A receita nominal registrou variação de 0,5%, em dezembro frente a novembro, e na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 1,5%. A taxa acumulada da receita no ano de 2016 ficou negativa, em 0,1%.

 

Fonte: G1 e Assessoria de Imprensa/CACB

 

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