Imprensa
FOCUS

Mercado financeiro estima inflação em 4,35% este ano

Projeção está acima do centro da meta de 4%

14 de dezembro de 2020 às 11:35

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O Banco Central (BC) atualizou a projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,21% para 4,35%, neste ano. A revisão consta do boletim Focus divulgado hoje (14), em Brasília. Com periodicidade semanal, o documento reúne estimativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

Conforme destaca a instituição, o registro representa a 18ª alta consecutiva do indicador, que ultrapassa o centro da meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, em 4%.

Se considerada a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, o índice, porém, permanece dentro do centro da meta, porque pode variar de 2,5% a 5,5%.

A projeção para 2021, de 3,34%, permaneceu inalterada, assim como estimativas referentes a 2022 e 2023, de 3,50% e 3,25%, respectivamente.

A previsão para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu em 3% ao ano, ao final de 2021, a mesma expectativa do boletim anterior. Em relação a 2022 e 2023, o valor estimado é de 4,5% ao ano e 6% ao ano, respectivamente.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anunciou a decisão, tomada em unanimidade, de manter a Selic em 2% ao ano.

A redução da Selic favorece o barateamento do crédito e leva a um menor controle da inflação, o que estimula a produção e o consumo.

Apesar disso, os bancos consideram também outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando a Selic é mantida, o comitê considera que ajustes anteriores foram suficientes para manter a inflação sob controle.

Atividade econômica e dólar

O mercado financeiro também ajustou de 4,40% para 4,41% o valor referente à retração da economia neste ano.

A expectativa de crescimento para 2021, por sua vez, permaneceu sem ajustes, em 3,5%. Para os anos de 2022 e 2023, espera-se que o Produto Interno Bruto (PIB), que resulta da soma de todas as riquezas do país, cresça 2,5%.

Ainda segundo o boletim Focus, a cotação do dólar para o final deste ano está em R$ 5,20 – valor levemente inferior ao registrado no último levantamento, feito há uma semana, quando estava em R$ 5,22. Para 2021, o BC baixou de R$ 5,10 para R$ 5,03. Já para 2022, a variação foi de R$ 5 para R$ 4,95.

Fonte: Agência Brasil

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