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Ministério da Economia

Brasil registra saldo positivo de 782.664 empresas no 2º quadrimestre; maioria dos novos negócios é de microempresas

Mais de 880 mil microempresas foram criadas no período, o que equivale a 79,8% do total de empresas abertas

18 de setembro de 2020 às 09:21

Venda a varejo de material escolar em lojas da 25 de Março, região central.

De maio a agosto, o Brasil registrou um saldo positivo de 782.664 empresas abertas, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pela Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia.

O número representa um crescimento de 13% em relação ao quadrimestre anterior, quando o saldo foi de 686.849 empresas abertas.

No segundo quadrimestre de 2020, foram abertos 1,114 milhão de novos negócios no país – um avanço de 6% em relação ao primeiro quadrimestre deste ano e um crescimento de 2% na comparação com o mesmo quadrimestre do ano passado.

No mesmo período, foram fechadas 331.569 empresas entre maio a agosto, uma redução de 6,6% comparando-se com os quatro primeiros quatro meses do ano.

O total de empresas ativas no Brasil no quadrimestre encerrado em agosto foi de 19.289 milhões, uma alta de 4,5% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020. Segundo o Ministério da Economia, os MEIs representam 55,4% das empresas ativas no Brasil no período.

As microempresas também representaram o maior número de novos negócios no país no 2º quadrimestre do ano, com mais de 880 mil registros – o que equivale a 79,8% do total de empresas abertas no período. O avanço de abertura na comparação com o mesmo período de 2019 foi de 5,4%.

O comércio varejista de vestuário e acessórios foi a atividade que mais registrou criação de empresas no segundo quadrimestre do ano, com 68.711 novos negócios – um avanço de 32,% em relação ao primeiro quadrimestre de 2020.

Cerca de 51.153 empresas foram abertas na atividade de promoção de vendas; e 43.370 na categoria de fornecimento de alimentos, um saldo de 68% em relação ao mesmo quadrimestre de 2019.

Apesar de ser a atividade econômica com maior número de microempreendedores individuais ativos, cerca de 809.003, segundo o Portal do Empreendedor, a atividade de cabeleireiros, manicure e pedicure registrou redução no volume de novas aberturas de empresas no período, com 36.536 novos negócios – redução de 35% em relação ao quadrimestre anterior e de 33% na comparação com o segundo quadrimestre do ano passado.

Segundo Antonia Tallarida, subsecretária de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas, Empreendedorismo e Artesanato, o aumento do desemprego não explica o avanço do número de formalizações de novos microempreendedores individuais no país.

Alguns especialistas apontam que o aumento na taxa de desocupação impulsiona o fenômeno do empreendedorismo por necessidade – quando a crise do mercado de trabalho faz com que as pessoas busquem a formalização como microempreendedor individual para fugir do desemprego.

Antonia reforçou que o ritmo de crescimento de MEIs desacelerou no ano e que a crise não impactou na abertura das formalizações.

“Não vimos a crise impactado nesse número. O MEI entra como uma suplementação da renda por ser uma política que ajuda o empreendedor que, às vezes, decide largar o seu emprego para começar um negócio e ele também funciona muito na economia sob demanda, como motoristas e entregadores de aplicativos que também optam pelo MEI. Mas não entendemos que o MEI está sendo uma saída para o desemprego, porque se compararmos a variação dos últimos anos houve uma desaceleração”, explicou a subsecretária.

Entre as atividades que mais fecharam firmas no período estão o comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios. Na sequência aparece as lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares; e as empresas do comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios.

Tempo de abertura

O empreendedor no segundo quadrimestre do ano levou, em média, 2 dias e 21 horas para abrir uma empresa no país, segundo dados do Mapa de Empresas. O número representa uma queda de 25,8% em relação ao quadrimestre anterior – quando as empresas levavam um dia a mais (3 dias 21 horas) para formalizar um negócio.

Goiás assumiu a liderança entre os estados com o menor tempo para abertura de empresas, com tempo médio de de um dia e uma hora. Em seguida, aparece o Distrito Federal, onde o empreendedor leva um dia e duas horas para iniciar o seu negócio.

Mesmo registrando queda de 25% em relação aos quatro primeiros meses do ano, a Bahia continua em último lugar nessa lista, sendo o estado em que os empreendedores levam mais tempo para abrir uma empresa no país: sete dias e 18 horas.

Fonte: InfoMoney

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