
Os membros da Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP) vão produzir um documento que será enviado aos governos de todas as nações do grupo apresentando a preocupação que os empresários estão vivendo e sugerindo propostas para o combate à crise causada pela pandemia do novo Coronavírus.
Líderes da entidade estiveram reunidos nesta segunda-feira (06), por videoconferência, para discutir a situação vivida por casa um dos países. “Estamos preocupados com a situação e com a relação comercial entre os países daqui para a frente, por isso é importante que conheçamos o que está sendo feito em todas as regiões para aprendermos uns com os outros e evitarmos ao máximo as consequências deste problema”, disse Salimo Abdula, presidente da CE-CPLP.
George Pinheiro, presidente da Unecs e da CACB e vice-presidente da CE-CPLP, conversou sobre a situação do Brasil e destacou a conversa que o setor de comércio e serviços teve com o ministro da Economia, Paulo Guedes, no último sábado (06). Durante a conversa, Guedes determinou a criação de um comitê, presidido por Pinheiro, para aproximar os empresários e o governo. O objetivo é tornar mais eficazes e amplas as medidas de auxílio às empresas brasileiras no enfrentamento à crise.
“O governo já disponibilizou mais de R$ 400 bilhões em crédito para a recuperação econômica das empresas, mas por uma série de fatores, esse dinheiro não está chegando na ponta, no empresário que realmente precisa. É para isso que servirá este comitê. Vamos ajudar o governo a resolver estes gargalos”, disse Pinheiro.
Ainda durante a reunião, os líderes ouviram a situação de Portugal, que tem dificuldade de entregar dinheiro diretamente às famílias, por falta de dinheiro nos cofres públicos. Pelo mesmo motivo, as empresas estão dependentes dos bancos para que o dinheiro chegue até elas. Como convidados, participantes da Itália e da Espanha falaram que os países devem ter uma retração de 10% na economia este ano.
Mário Costa, presidente da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP), reconheceu que muitas empresas podem ter seu fim decretado até outubro, quando, acredita, tudo terá voltado ao normal.