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11,8 milhões de brasileiros estão desempregados

Segundo o IBGE, taxa de desemprego avançou de 10,7% para 12,4% entre maio e junho

24 de julho de 2020 às 10:16

Foto: Reprodução

Apesar de os indicadores econômicos sugerirem que o pior da crise do novo coronavírus ficou em abril, o desemprego continua avançando pelo país. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego subiu de 10,7% para 12,4% entre maio e junho. Com isso, chegou a 11,8 milhões o total de brasileiros que estão sem emprego.

Dados divulgados nesta quinta-feira (23/07) pelo IBGE, através da Pnad Covid19, mostram que 1,7 milhão de pessoas entraram na fila do desemprego no mês passado. É um aumento de 16,6% no total de brasileiros que estão desocupados. E o desemprego é mais intenso no Nordeste e Sudeste: nessas regiões, a taxa supera a média nacional de 12,4%, chegando a 13,2% e a 12,9%, respectivamente.

Esse aumento de desemprego reflete dois movimentos distintos, segundo o IBGE. É que, por um lado, cerca de 1 milhão de trabalhadores saíram da população ocupada, o que sugere que as demissões continuam em taxas elevadas no país. E, por outro lado, também caiu o número de brasileiros que já estavam sem trabalhar, mas não estavam procurando emprego (e, por isso, não apareciam na taxa do desemprego) devido às medidas de distanciamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus.

“O número de pessoas que não buscavam trabalho por causa da pandemia reduziu frente a maio. Elas voltaram a pressionar o mercado”, afirmou o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo. Segundo o IBGE, 17,8 milhões de brasileiros se encaixavam nessa situação em junho, mas em maio esse número era maior, de 18,4 milhões.

Trabalhadores

Segundo o IBGE, a flexibilização das medidas de distanciamento social também reduziu o volume de trabalhadores que estavam afastados das suas atividades profissionais devido à pandemia. Esse número era de 15,7 milhões em maio e caiu para 11,8 milhões em junho.

Ainda assim, a pandemia segue afetando a renda de milhões de trabalhadores. É que 7,1 milhões dos brasileiros que foram afastados do trabalho na pandemia ficaram sem remuneração nesse período. E mesmo quem continua no emprego diz que está trabalhando menos e, portanto, recebendo menos.

Segundo o IBGE, 83,4 milhões de brasileiros estavam ocupados em junho. Porém, 18,7 milhões dessas pessoas trabalharam menos do que a sua jornada habitual. Por isso, a média semanal de horas efetivamente trabalhadas no país foi de 29,5 horas, bem abaixo da média habitual de 39,8 horas. Consequentemente, o rendimento efetivo dos trabalhadores foi 16,6% menor que o habitual. O rendimento médio foi de R$ 1.944 em junho, ao invés de R$ 2.332.

Fonte: Correio Braziliense

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