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Vendas no dia das mães têm pior resultado em 6 anos em Amparo-SP

23 de maio de 2016 - 17:25

Considerada a segunda data mais importante para os comerciantes, atrás apenas do Natal, o Dia das Mães não trouxe boas notícias aos comerciantes, segundo a Associação Comercial de Amparo (ACEA). Em âmbito nacional, as vendas recuaram 4,6% em relação a 2015, segundo dados apontados pela Boa Vista SCPC. O índice encontrado é ainda maior que a queda registrada no ano passado, quando o recuo foi de 1,2%. Segundo a FecomércioSP, estipula-se que o faturamento total no varejo tenha sido 12% menor do que em 2015, descontada a inflação, ou cerca de R$ 5,1 bilhões a menos.

Em Amparo, o movimento do Dia das Mães obteve o pior índice da série histórica iniciada em 2010, chegando a -22,8%. Comparado ao mesmo período de 2015, a queda observada foi de 17,1%. Este foi o maior recuo encontrado desde o início da série história da ACEA.

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Movimento do Comércio no Dia das Mães

Segundo pesquisa realizada pela ACEA com empresas de diversos segmentos, os comerciantes da cidade estão insatisfeitos com as vendas neste dia das mães, considerando a semana que antecedeu a data, de 02 a 08 de maio. Para eles, a melhora nas vendas entre 2014 e 2015 – foi registrado um crescimento de 3,3% – reacendeu uma esperança de dias melhores para o comércio. Porém, o que se viu foi consumidores receosos devido à crise econômica que assola o país. Com relação ao fluxo de clientes nas lojas, foi registrada uma queda de cerca de 30%, se comparado ao mesmo período de 2015.

No setor calçadista, 66,7% dos comerciantes entrevistados não tiveram suas expectativas superadas durante a segunda data mais importante do comércio, registrando vendas muito aquém do esperado em comparação ao ano anterior, mesmo registrando um bom fluxo de consumidores nas empresas.

Com produtos mais caros, o setor de eletrônicos e eletrodomésticos registrou uma queda de 10% a 20% nas vendas na semana que antecedeu o Dia das Mães. Segundo os comerciantes consultados, o movimento de clientes também foi negativo em comparação ao ano anterior.

Diante da recessão econômica, com juros elevados e a diminuição da renda familiar e da confiança dos brasileiros, os consumidores buscaram presentes com valores mais acessíveis. No segmento de moda, o cenário foi um pouco mais favorável: 67% dos entrevistados afirmaram estarem satisfeitos com o período. Mesmo assim, a maioria dos comerciantes observou uma tímida diminuição do fluxo de pessoas nas lojas.

Outro segmento que registrou baixa nas vendas neste ano foi o de floriculturas. Apesar de considerarem ótimo quando questionados sobre o atendimento aos consumidores, o setor sofreu uma queda de em média 14% com relação a 2015.

Para alguns economistas, a substituição de Dilma Rousseff por Michel Temer deve gerar pouco impacto para o comércio ainda neste ano. Para que o consumo reaja e a situação se mostre mais favorável, é necessário que parte dos 11 milhões de desempregados volte ao mercado de trabalho. Além disso, a inflação e os juros devem mostrar tendência de queda. “O que devemos esperar dos próximos meses é uma diminuição do ritmo de queda das vendas do comércio. O crescimento chegará, mas dentro de um ano ou mais”, afirma o presidente da FACESP, Alencar Burti.

Metodologia

O movimento das vendas no comércio é elaborado a partir do número de consultas realizadas à base de dados da Boa Vista SCPC na cidade de Amparo, tendo como base a média de 2010 = 100, e como intervalo uma semana antes do dia das mães de cada ano.

Fonte: ACEA

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