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Vendas no comércio em 2016 têm maior queda desde 2001

Varejo registrou baixa de 6,2% no ano passado, segundo o IBGE. Supermercados venderam menos e tiveram pior resultado desde 2003

14 de fevereiro de 2017 - 10:32

As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 6,2% em 2016, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (14). Essa queda é a maior da série histórica do indicador, criada em 2001. O pior resultado antes desse havia sido registrado no ano anterior, quando a retração chegou a 4,3%. No ano, a maioria dos segmentos mostrou taxas negativas, e o que mais puxou a queda geral do varejo foram as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3,1%), que tiveram o pior resultado desde 2003.

“A perda da renda real e o aumento de preços dos alimentos em domicílio, no mesmo período, foram os principais responsáveis pelo desempenho negativo do setor”, afirmou o IBGE, em nota. Na sequência, entre as outras influências estão móveis e eletrodomésticos (-12,6%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-9,5%) e combustíveis e lubrificantes (-9,2%), entre outros.

“Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito e a evolução dos rendimentos, o resultado do setor de móveis e eletrodomésticos, abaixo da média geral, foi influenciado principalmente pela elevação da taxa de juros nas operações de crédito às pessoas físicas e pela queda da massa real de rendimentos.”

 

Final do ano

Em dezembro, o recuo foi de 2% na comparação com o mês anterior, após avanço de 1% em novembro. Já em relação a dezembro de 2015, a baixa foi de 4,9%.

Assim como ocorreu no ano fechado, em dezembro os principais destaques negativos partiram de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-3,9%) e móveis e eletrodomésticos (-2,5%).

Por outro lado, no último mês do ano cresceram as vendas de combustíveis e lubrificantes (2,1%), equipamentos de escritório, informática e comunicação (1,9%), tecidos, vestuário e calçados e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, ambos com alta de 0,1%.

 

Expectativa

 

A CACB, que vinha acompanhando o baixo desempenho, até no final do ano, quando as vendas sempre são mais aquecidas, acredita que o crescimento do varejo vai acontecer só no final deste ano. “Queda dos juros para oxigenar a economia e a retomada nos níveis de emprego e de renda, ainda lentas, vão contribuir para que a tendência da retomada seja mais próxima do final deste ano”, prevê o presidente, George Teixeira.

Ele lembra também, que o Índice Nacional de Confiança, divulgado pela ACSP, sinaliza que o consumidor está mais otimista em relação ao futuro e também os empresários.

Fonte G1 e Assessoria de Imprensa/CACB

 

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