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Variação cambial interfere no mercado agropecuário

O economista Argemiro Brum analisa o impacto da valorização do real e o comportamento do mercado agropecuário em meados de março

15 de março de 2016 - 20:21
Mercado e Cotações analisa os principais produtos do prato e do mercado brasileiro Vcheregati/ Flickr/ CC

Mercado e Cotações analisa os principais produtos do prato e do mercado brasileiro Vcheregati/ Flickr/ CC

No quadro Mercado e Cotações do programa Brasil Rural desta terça-feira (15), o especialista em agronegócio, professor e economista da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema/Dace/Unijui), Argemiro Luís Brum, analisa o comportamento dos preços dos principais produtos da agropecuária brasileira.

Ele explica que a situação do mercado do arroz preocupa os produtores. “Os preços do cereal no sul do país não param de recuar. Mesmo diante de uma colheita mais lenta por causa das chuvas os preços não reagem. O preço do arroz em casca posto na indústria é um preço em queda de mais de 2% em pouco mais de uma semana. A valorização do real está estimulando as importações no momento. A colheita no Rio Grande do Sul atingiu apenas 15% da área semeada. Com a melhora do clima a colheita vai avança de forma mais significativa, mesmo com a tendência de 15% de quebra de safra”,analisa.

O professor explica também que o feijão vem vivenciando uma situação diferente, com um deficit de oferta e uma grande procura, principalmente do feijão carioca. “Isso tem elevado os preços nas últimas semanas. Espera-se que a oferta melhore, mas não há grandes expectativas. Poucas lavouras estão prontas para a colheita e muitas foram atingidas pelo excesso de chuvas, o que diminui a qualidade do grão. A tendência é que até abril ou maio a oferta do Paraná aumente. Obviamente há, como estamos vendo, um fortalecimento significativo dos preços do feijão devido à dificuldade de oferta a partir do excesso de chuva que tivemos, que atingem algumas regiões produtoras e dessa maneia atinge não só a qualidade, mas o volume final que poderemos ter desse produto. Aí os preços não descem, pelo contrário, se mantém firmem e até em alguns casos em elevação”, explica.

Sobre a soja, o economista explica que as principais informações que circulam no setor produtivo dizem que a safra de soja pode ficar entre 100 e 101 milhões de toneladas aqui no Brasil, mas alguns analistas privados estimam entre 98 e 100 milhões de toneladas na safra brasileira que já está sendo colhida. “No Brasil, uma novidade negativa é a queda no preço da soja em consequência da valorização do real”.

“No mercado do milho a situação americana não se alterou. Existe a possibilidade de um pequeno aumento na área semeada nos Estados Unidos, a ser confirmado com Relatório de Intenção de Plantio que será lançado 31 de março. No Brasil, o preço do cereal tem uma relativa estabilidade. A oscilação cambial freou o comércio do milho e, como é normal, as exportações diminuem no início do ano comercial”, explica.

E finalmente no mercado da carne, o analista explica que o mercado do boi gordo chega a meados de março com estabilidade. “O preço da arroba e do quilo vivo se mantém em grande parte das praças nacionais. Há também uma certa dificuldade de escoamento da carne pelos frigoríficos, o que coloca pressão sobre o mercado”.

Argemiro Luís Brum relata que o mercado do suíno fica mais movimentado com a entrada dos salários no início de março e ocorrem melhoras nos preços em todos os elos da cadeia. “Com uma diminuição de procura no fim do mês, os preços tendem a se estabilizar. Apesar da leve recuperação do mês de março, os valores praticados no mercado ainda preocupam os produtores em termos reais”. Já o desempenho de mercado do frango abatido não permite uma reação dos preços e da demanda do frango vivo no mercado nacional.”Aparentemente, o consumidor brasileiro não está disposto a absorver parte do aumento dos custos de produção que o mercado do frango vem enfrentando e a alta de preços parou no dia 08″, completa.

Fonte: Agência Brasil

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