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Varejo cresce 8% em junho, com recuperação puxada por supermercados

Segmento, que não foi afetado como outros pela crise causada pela pandemia, respondeu por metade do resultado das vendas no mês

12 de agosto de 2020 - 10:58

As vendas do varejo cresceram 8% em junho ante o mês anterior, após a alta recorde de 14,4% em maio (dado revisto), divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 12. Mesmo com as duas altas seguidas, o setor fechou o primeiro semestre de 2020 com queda de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2019, refletindo as medidas de isolamento social para conter o avanço do coronavírus. O resultado semestral é o menor desde o segundo semestre de 2016, quando o recuo foi de 5,6%.

“Os resultados positivos eram esperados porque viemos de uma base de comparação muito baixa, que foi o mês de abril (-17%). Esse crescimento foi praticamente generalizado, distribuído em quase todas as atividades. Desde o começo da pandemia, a gente bate muitos recordes, tanto negativos quanto positivos, então os números estão muito voláteis”, disse o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.

Reuters/Ricardo Moraes/Direitos Reservados

O resultado ficou acima da mediana das estimativas de 38 instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, de crescimento de 4,9% – as projeções iam de uma leve alta de 0,87% a um forte avanço de 19,80%, indicando as incertezas sobre a recuperação do setor.

De acordo com o pesquisador, como as atividades de artigos farmacêuticos e perfumaria e hipermercados e supermercados foram consideradas essenciais durante a pandemia, não sofreram tanto impacto quanto as outras atividades. “O setor de hipermercados pesa muito no indicador. Nesse mês a participação dele foi de 50,8%. Essa variação grande e volátil das outras atividades foi contida por esse setor e segurou o índice em 8%”, completa.

Na comparação com junho de 2019, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 0,5% em junho de 2020. Esse resultado também veio muito melhor do que o esperado pelo mercado financeiro: a medida das estimativas era de queda de 3,39%, com as projeções indo de recuo de 7,50% a alta de 4,0%.

O economista Caio Napoleão, da MCM Consultores, avalia que a reabertura do comércio em São Paulo e Rio de Janeiro ajudou a sustentar o aumento das vendas em junho, além do auxílio-emergencial de R$ 600. “Mas vale lembrar que temos no Brasil várias cidades em momentos diferentes”, disse.

“Os mercados devem continuar em crescimento, o auxílio emergencial também tem garantido um bom desempenho para os segmentos do varejo que são essenciais”, afirmou a analista Isabela Tavares, da Tendências Consultoria Integrada, que projeta queda de 4,3% nas vendas do varejo em 2020.

Material de construção e carros

O varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, avançou 12,6% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, mais que o esperado pela mediana das projeções doa analistas, que era de 7,10%.

Na comparação com junho de 2019, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado caíram 0,9%. No primeiro semestre, a perda acumulada é de 7,4% e em 12 meses, de 1,3%.

Fonte: Estadão

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