1. Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

  2. 27
Home / Notícias / MEDIDA

Sob pressão, governo Dilma apressa liberação de verbas

Até abril, os gastos de algumas pastas do governo poderão ser ampliados em R$ 1,8 bilhão

29 de março de 2016 - 20:27
Alan Marques/Folhapress

Alan Marques/Folhapress

Sob crescente pressão política, o governo Dilma Rousseff editou nesta terça-feira (29) uma edição extra do “Diário Oficial” da União para apressar a liberação de verbas orçamentárias, incluindo projetos de interesse de deputados e senadores.

Por meio de portaria, o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) ampliou os limites de desembolso mensal para oito ministérios e para operações de empréstimo.

Até abril, por exemplo, os gastos dessas pastas –Educação, Defesa, Transportes, Ciência e Tecnologia, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Planejamento e Advocacia-Geral da União– poderão ser ampliados em R$ 1,8 bilhão.

O total de despesas para o ano não é alterado, mas os pagamentos podem ser feitos de forma mais rápida. Em tese, ao menos, a manobra facilita o atendimento de despesas incluídas no Orçamento pelos congressistas, conhecidas como emendas parlamentares.

A portaria informa que a ampliação de limites de pagamento inclui as emendas de bancadas estaduais. A liberação desse tipo de verba é um instrumento tradicional de negociação entre o Palácio do Planalto e o Legislativo.

É atípico se valer de uma edição extra do “Diário Oficial” para uma medida do gênero, que, a princípio, nada tem de urgente. A iniciativa coincidiu com a decisão do PMDB de se retirar da base de apoio governista, em meio ao processo de impeachment de Dilma.

Na noite de segunda-feira (28), quando já estava consumada a decisão do PMDB de romper com o governo, líderes peemedebistas confidenciaram à Folha que o governo estava tomando medidas para acelerar a liberação de recursos de emendas parlamentares e, com isto, tentar obter votos tanto na Comissão Especial que analisa o impeachment da presidente Dilma como no plenário da Câmara, onde será votado o pedido de abertura do afastamento da petista.

O governo corre contra o tempo. Hoje, não tem maioria dos votos na comissão especial, que deve votar seu parecer no dia 12 de abril. Dos 65 membros, contaria com no máximo entre 25 e 27 votos. No plenário da Câmara, o Palácio do Planalto também não dispõe hoje dos 171 votos necessários para barrar a abertura do impeachment.

Fonte: Folha de S.Paulo

Tags

Deixe seu comentário

Imprensa CACB - Jornalistas Responsáveis

  • Neusa Galli Fróes
    Froés berlato associadas

    Erick Arruda
    erick.arruda@cacb.org.br
  • neusa@froesberlato.com.br
    Telefones:
    (51) 3388 6847 / (51) 9123 6847

    E-mail geral da imprensa: imprensa@cacb.org.br
    Contato: (61) 3321 1311