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Rogério Marinho vai assumir Secretaria de Previdência

Deputado foi relator da reforma trabalhista, presidente da Frente Parlamentar CSE e um grande amigo do setor de comércio e serviços

14 de dezembro de 2018 - 16:29

O deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN) foi convidado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, para chefiar uma nova secretaria especial dentro da pasta, destinada exclusivamente à Previdência, afirmou uma fonte com conhecimento direto do assunto na sexta-feira (7). A informação foi publicada pelo site de notícias Poder 360. Questionada, a assessoria de Guedes afirmou que não há confirmação oficial da investida.

Segundo a fonte, que falou à Reuters em condição de anonimato, a sétima secretaria especial do Ministério da Economia teria como objetivo se debruçar a fundo sobre o modelo da reforma que será proposto pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL), pensando num formato eficaz, do ponto de vista fiscal, mas que também possa ser objeto de interlocução produtiva com o Congresso Nacional.

Rogério Marinho, que não conseguiu a reeleição à Câmara no pleito de outubro, foi relator da vitoriosa reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro do ano passado e presidiu a Frente Parlamentar Mista em Defesa do Comércio, Serviços e Empreendedorismo (FCSE), apoiada pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços), da qual a CACB faz parte.

Economista, foi Secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte. Como deputado federal, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e, já durante o Governo Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos e contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.

A própria criação da secretaria representaria uma maneira de explicitar o compromisso do governo eleito com a mudança nas regras da aposentadoria, considerada crucial para recolocar as contas públicas em equilíbrio.

Antes, Guedes havia dito que seriam apenas seis secretarias especiais e que a Previdência ficaria a cargo do economista Marcos Cintra, junto com a Receita. Agora, a tendência é que Cintra cuide apenas da arrecadação.

A mudança no desenho vem após declarações recentes de Bolsonaro terem suscitado temores no mercado de que a reforma não seria encarada com urgência. O presidente eleito disse que a nova administração deverá enviar uma reforma da Previdência fatiada ao Congresso e que a ideia era construir um texto que tivesse chances de ser aprovado.

Em seu Twitter, Marinho tem adotado posições alinhadas à pauta liberal e de ajuste fiscal, criticando, por exemplo, aprovação recente dada pela Câmara para que municípios estourem limite de gastos com pessoal e decisão de juiz federal suspendendo acordo entre Boeing e Embraer, que classificou como “ativismo judiciário descabido”.

Fonte: Reuters

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