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Programa de incentivos à exportação do Rio será lançado em agosto

Informação é do subsecretário de Relações Internacionais da Secretaria de Estado da Casa Civil, Pedro Spadale, que participou na sexta-feira (13/05) da Chama Empreendedora, na Associação Comercial do Rio de Janeiro

13 de maio de 2016 - 21:15
Presidente da ACRio abriu o evento destacando a importância da Chama Empreendedora

Presidente da ACRio abriu o evento destacando a importância da Chama Empreendedora

O programa Exporta Rio, que está sendo preparado pelo governo do estado, deverá ser lançado em agosto, dois dias antes dos Jogos Olímpicos Rio 2016. A informação é do subsecretário de Relações Internacionais da Secretaria de Estado da Casa Civil, Pedro Spadale, que participou na sexta-feira (13/05) da Chama Empreendedora, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRio), que encerrou a primeira fase do projeto.

Na ocasião, ele entregou ao presidente da ACRio, Paulo Protasio, uma carta na qual busca estabelecer, na associação, um centro de atendimento ao exportador, que deverá ter analistas de comércio exterior, além de representantes da Apex-Brasil para dar esclarecimentos e coordenar as ações no âmbito do Plano Nacional de Cultura Empreendedora (PNCE).

“Entregamos esta carta para a primeira instituição convidada pelo estado para integrar formalmente o Exporta Rio. É um programa que está sendo construído a várias mãos e a ACRio tem sido uma das entidades mais ativas nesse processo”, ressaltou.

Funcionários do Sebrae ajudaram empresários a tirar dúvidas sobre exportação durante atendimento

Funcionários do Sebrae ajudaram empresários a tirar dúvidas sobre exportação durante atendimento

Spadale disse que lançar o programa na antevéspera do começo do Rio 2016 é uma tentativa de aproveitar a realização do evento esportivo para impulsionar as empresas fluminenses. O coordenador do programa Sebrae no Pódio, Francisco José Martins Ferreira, disse que os jogos precisam realmente oferecer essa oportunidade. Para ele, os jogos podem ser uma oportunidade para empresas brasileiras terem a acesso a novos mercados, inclusive do exterior.

Além disso, ele ressaltou que a realização de projetos como a Chama Empreendedora ao lado do PNCE podem fazer com que as empresas nacionais consigam fornecer produtos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coréia do Sul, em 2018, e na próxima edição das olimpíadas, em Tóquio, no Japão, em 2020.

“Imagine que com o Plano Nacional da Cultura Exportadora, tendo como base a Chama Empreendedora, podemos fornecer para outros países que já fizeram olimpíadas. Os mercados agora estão olhando para as empresas brasileiras de maneira diferente até porque mais de 70% das compras nas olimpíadas no Brasil foram feitas pelas companhias nacionais”, disse ele.

Spadale disse que governo do Rio pretende aproveitar oportunidade dos jogos para promover empresas fluminenses

Spadale disse que governo do Rio pretende aproveitar oportunidade dos jogos para promover empresas fluminenses

Atualmente, 23,5 mil empresas brasileiras vendem para o exterior. Mas muitas delas ainda enfrentam dificuldades, precisando cumprir algumas exigências como constar no Siscomex, da Receita Federal, obter o registro de exportação, nota fiscal e fatura internacional, além de outros documentos que variam de acordo com cada país. Recentemente, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reduziu os juros para exportação de empresas, em uma tentativa de incentivar as vendas externas. Agora, as empresas têm a disposição, R$ 15 bilhões para financiar produtos que serão vendidos externamente. Micro, pequenas e médias empresas também poderão tomar financiamentos.

A Chama Empreendedora, que contou com o lançamento do PNCE na capital fluminense, reuniu dezenas de empresários que vieram à Casa do Empresário buscar orientações e informações sobre como buscar vender para o exterior. Eles foram atendidos por técnicos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na sede da ACRio.

Vice-presidente de Associados da ACRio, Marta Maria Ferreira Arakaki (à esquerda) recebe carta entregue pelo governo do estado

Vice-presidente de Associados da ACRio, Marta Maria Ferreira Arakaki (à esquerda) recebe carta entregue pelo governo do estado

Na abertura do evento, o presidente da ACRio ressaltou que, pela primeira vez, os Jogos Olímpicos podem mobilizar as micro e pequenas empresas. “É um momento de unidade e de integração nacional. Vai se tornar um legado para o Brasil e para o Rio. A Chama Empreendedora nasceu de um movimento simples, de conquista de espaço pelo Sebrae, por meio do Sebrae no Pódio”, disse o presidente.

O coordenador-geral de Programas de Apoio à Exportação, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Eduardo Weaver, ressaltou que atualmente está em fase de elaboração os catálogos, físico e virtual, e muitas empresas tem buscado se inserir na publicação. “O catálogo tem por função apresentar ao público que vem à olimpíada perfil do exportador brasileiro e um quadro que vai envolver de 250 a 300 empresas de diversas partes do País e que tenham embutido nos produtos alguma característica cultural”, comentou.

No evento, a empresária Ilda Oliveira Brito, representante da Bureau Serviço de Eventos, expôs o caso de sua empresa. Segundo ela, as ferramentas oferecidas por meio das entidades de apoio à exportação, tem ajudado a empresa a vender seus serviços para o exterior de forma mais adequada. “Com as ferramentas conseguimos transformar o produto em algo mais tangível para o mercado internacional. Participar do evento é uma gratidão. Quando conseguimos ter ajuda das entidades, conseguimos atuar de forma melhor”, disse. O outro case foi demonstrado pela empresária Cristiana Beltrão, que expôs como a Bazzar obteve êxito em suas exportações. Ela mostrou que a empresa começou como um restaurante e depois expandiu suas atividades para o Bazzar Café e, posteriormente, em uma linha de produtos chamada Bazzar Especialidades.

Ela ressaltou que, para o empresário que deseja exportar melhor, é necessário buscar mais informações e tornar seus produtos mais acessíveis para vender aos clientes internacionais. “É preciso buscar essas informações e usá-las”, ressaltou.

Franciso Ferreira, do Sebrae: 70% das compras dos jogos vem de empresas nacionais

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Também compareceram outras empresas que tentam viabilizar seus produtos, como é o caso de Marcelo de Moraes, da EngArte Engenharia Cultural, que desenvolve projetos culturais, estruturando iniciativas de comunidades e quilombos de forma a ajuda-los a buscar recursos e desenvolver suas atividades.

“É importante, até para os movimentos culturais, é uma forma de pegar os culturais e leva-los para o exterior”, completou.

Fonte: ACRio

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