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Pesquisa realizada pela Câmara da Mulher Empreendedora define metas de trabalho para fortalecer o empreendedorismo

28 de setembro de 2016 - 14:31

A Associação Comercial, Industrial de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita), em MG, realizou na noite de segunda-feira, 26 de setembro, uma solenidade para apresentação de proposta de trabalho da Câmara da Mulher Empreendedora. O movimento é uma parceria da entidade com a Federação das Associações Comerciais do Estado de Minas Gerais (Federaminas), por meio da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora (CEME).
Eugênio Müller, Presidente da Acita, abriu o evento parabenizando as mulheres pelas conquistas e pela visão inovadora que faz a diferença no mercado profissional, independente do segmento em que atuam.
A Presidente da CEME, Cristiane Ferreira Andrade, foi uma das convidadas e explicou um pouco como é o trabalho realizado pela Câmara em âmbito estadual. Cristiane é empresária na cidade de Betim e também atua como professora de gestão de pessoas e empreendedorismo na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Para Cristiane o conhecimento, o relacionamento e a união, formam um tripé para deslanchar o negócio. “O empreendedorismo e o associativismo são caminhos maravilhosos para compartilhar, não que a receita já esteja pronta, mas estar juntos é importante para fazermos escolhas mais conscientes”, disse a empresária.
Cristiane Andrade parabenizou a Acita pela implantação da Câmara da Mulher Empreendedora em Itabira. Segundo ela a Câmara só agrega para a associação e contribui na formação de empreendedoras que podem transformar ideias em ações. “Empreendedor é uma pessoa que tem visão de negócios, visão de inovação. Não precisa, necessariamente, ser um empresário. Um funcionário também pode ser um empreendedor no ramo, na empresa em que atua”, garantiu Cristiane.
A diretora da Acita, Marli Áurea Lacerda apresentou o resultado de uma pesquisa realizada pela entidade, onde 30 mulheres empreendedoras responderam a um questionário para definir as diretrizes dos trabalhos que serão desenvolvidos. Desse total 63,3% são casadas, 69% tem o empreendimento funcionando em um endereço independente, enquanto 21% das empresárias têm a empresa na própria casa ou na casa de um sócio.
Quanto ao segmento empresarial, 66,7% das empresárias de Itabira atuam no ramo de serviços e 33% no comércio.
Por meio do questionário foi possível levantar as principais dificuldades e necessidades que as mulheres enfrentam na gestão do negócio. Uma agenda de capacitação foi elaborada de acordo com os dados apontados. Em outubro será realizado curso para saber como administrar a empresa; no mês de novembro, como falar em público; em dezembro, como lidar com equipe. Para o próximo ano já estão agendados os seguintes cursos: como obter informações de mercado e layout das empresas.
O evento abriu espaço para mulheres empreendedoras contarem os seus cases de sucesso. A primeira a falar foi a empresária Maria Conceição Santos Barcelos, mais conhecida como Lili, proprietária do Restaurante Lili. Ela falou emocionada das dificuldades enfrentadas no início da fundação do estabelecimento, no final da década de 80. A princípio um pequeno bar e mercearia, hoje um restaurante reconhecido e indicado por itabiranos e visitantes.
Outra empreendedora a contar um pouco da história de sucesso foi Maria Lúcia Cunha Silva, da Auto Elétrica Gilberto. Para ajudar o marido a alavancar a empresa, Maria Lúcia abriu mão de um salão de beleza. Em 2005 ela assumiu a administração da empresa e fez toda a diferença à frente de um negócio comandado por homens. Hoje ela conta com a ajuda dos filhos, que aprenderam com os pais a valorizar a empresa familiar.
Ao final do evento, Selma Duarte Cruz, Coordenadora do Programa Empreender, apresentou a metodologia inovadora, que tem Itabira entre 10 municípios mineiros que terão a oportunidade de desenvolver ações para desenvolver núcleos setoriais. Essas ações a princípio são orientadas pelo Empreender, mas podem tornar-se autossustentáveis e permanentes.
Três núcleos setoriais já estão em andamento, o núcleo de bares, lanchonetes e restaurantes, o núcleo de turismo e o núcleo de salões de beleza. Todos com ações desenvolvidas e em andamento, trabalhando juntos para conquistar mais espaço. A ideia é formar um novo núcleo com a parceria da Câmara da Mulher Empreendedora. Para Selma, buscar parcerias, fortalecimento e juntar força, independente da situação, pode fazer diferença. “É importante estar junto, construir junto”, concluiu.

Fonte: Acita

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