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Pequenos negócios voltam a criar empregos em agosto depois de 6 meses

No acumulado de 2016, porém, a geração de empregos desse segmento de empresas continua negativa, em 51 mil postos fechados

28 de setembro de 2016 - 13:46
Guilherme Afif Domingos Para Afif, os pequenos negócios são os primeiros a dar respostas aos sinais positivos da economia - Foto: André Dusek/Estadão

Para Afif, os pequenos negócios são os primeiros a dar respostas aos sinais positivos da economia – Foto: André Dusek/Estadão

BRASÍLIA – Os pequenos negócios voltaram a contratar mais do que demitir em agosto. Desde fevereiro deste ano, as micro e pequenas empresas não apresentavam número de contratações superior ao de demissões, mas no último mês o saldo ficou positivo em 623 vagas. No mesmo mês, as médias e grandes empresas fecharam 34 mil vagas. O recorte dos dados foi feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
No acumulado de 2016, porém, a geração de empregos desse segmento de empresas – que faturam até R$ 3,6 milhões por ano – continua negativa, em 51 mil postos fechados. As médias e grandes empresas, por sua vez, fecharam 620 mil vagas nos oito primeiros meses do ano.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, os pequenos negócios são os primeiros a dar respostas aos sinais positivos da economia. Ele acredita que, nos próximos meses, as micro e pequenas empresas vão continuar contratando mais do que demitindo, mas não será suficiente para zerar o estoque negativo de demissões no acumulado de 2016 até agosto.
“Enquanto as grandes empresas esperam sinalizações do governo na questão macroeconômica, como a PEC do Teto dos Gastos e a Reforma da Previdência, as micro e pequenas empresas avançam o sinal desde que haja crédito. O pequeno empresário é movido pela necessidade de sobrevivência do próprio empreendimento”, afirmou.
O setor que mais contratou trabalhadores foi o de Serviços, que teve um incremento de 10,8 mil vagas, seguido pelo do Comércio, com 5,2 mil. “Aos poucos, está diminuindo a carga de notícias negativa na economia e voltando a confiança para consumir”, analisou.

Fonte: Estadão

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