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Novo presidente da CACB defende a busca de parceiros internacionais

Eleito por aclamação pelo Conselho Deliberativo da entidade, em Brasília, em 5 de novembro, George Pinheiro, do Acre, será o responsável pela gestão da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) no período de 2016/2018. Ex-diretor financeiro da Confederação nos mandatos 2009-2011 e 2011-2014, nesta entrevista à Empresa Brasil, ele projeta as prioridades e os desafios que estabeleceu para a sua administração. A seguir, leia os principais trechos:

04 de dezembro de 2015 - 10:15

dR. gEORGE

Quais são os principais projetos da sua gestão?

Consolidar uma maior autonomia financeira para nossa entidade. Levar adiante o projeto AC CACB, que tem como meta instalar uma Autoridade de Registro (AR) em todos os municípios brasileiros com mais de cem mil habitantes e também na América Latina. Também queremos criar alternativas por meio da implantação de novos projetos a serem apoiados por novos parceiros, nacionais, mas, principalmente, internacionais, como a Comunidade Europeia e organismos, como o Banco Mundial, o BIRD, e os voltados para o desenvolvimento das MPEs. Queremos igualmente consolidar a área Internacional da CACB, com maior participação no International Chamber of Commerce (ICC) e na Associação Ibero-Americana e Câmaras de Comércio (AICO), a fim de levarmos nossos produtos e gerar receitas para a CACB.
Incentivaremos e apoiaremos a criação de cooperativas de crédito, em todas as associações comerciais do Brasil, como uma maneira de despertar a consciência financeira entre os empreendedores brasileiros, o que incluiria uma campanha nacional de divulgação com o nosso explícito apoio.

Qual será a sua principal bandeira?

A CACB sempre defenderá a democracia, a liberdade, a livre iniciativa, a desburocratização, menos impostos, menos Estado, e, principalmente, o direito de empreender.

Quais são os principais desafios no sentido de aperfeiçoar o Simples?

Vamos continuar a defender a implantação do Simples em todos os estados. Para isso, vamos provar com números e com dados que, quanto maior for a participação das empresas no Simples, mais os estados irão arrecadar. Com isso, a formalidade criará a cultura do pagamento dos impostos sem burocracia. Precisamos criar uma escala para a mudança de patamares de faturamento, de modo a evitar o impasse quando a empresa atingir o limite. A partir desse momento, ela passaria a pagar apenas a diferença de faixas de alíquotas de acordo com o novo patamar de receita.

Em termos de empreendedorismo, o que falta para estimular essa cultura no Brasil?

Criar confiança nas regras implantadas para que o empresário seja incentivado a formalizar o seu negócio. Ter incentivos, principalmente juros reais, no mínimo iguais, aos oferecidos aos grandes. Além disso, precisamos incentivar e promover a abertura de cooperativas de crédito em todas as associações comerciais do Brasil. Isso contribuirá para um salto na distribuição de renda em todos os municípios, fazendo com que os lucros da intermediação financeira aumentem a riqueza em cada comunidade. Ao contrário do que ocorre hoje, quando as grandes instituições fi nanceiras do país, públicas ou privadas, levam seus lucros apenas para suas matrizes e seus sócios.

Em sua opinião, quais são os fatores de mortalidade das MPEs no Brasil?

São necessários mais treinamentos, informações e conscientização dos empreendedores para a abertura de um novo negócio. A consciência do risco faz parte do negócio. Nesse sentido, o Sebrae é peça fundamental em todos os sentidos.

O Brasil amarga uma grave crise que não é só econômica. É também política e ética. Há também falta de lideranças em todos os segmentos. Precisamos de um choque de moralidade e de gestão na coisa pública. Talvez o caminho seja a formalização de um pacto nacional, com uma nova Constituinte, a qual seria eleita exclusivamente para este fim, com tempo determinado. Os representantes não poderiam ser reeleitos para o mandato seguinte.
Isto, evidentemente, teria de ser precedido por um pacto de governabilidade. É o que ouvimos em todo o país, principalmente das MPEs em todos os rincões do Brasil.

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